Maggi diz que agonegócio não agride meio ambiente: 'pouco mudou desde a chegada do Cabral'

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tentará convencer os participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, de que a agricultura brasileira não resulta em desmatamento ou prejuízos para o meio ambiente; "Temos apenas 9% do território ocupado pela agricultura, 13% pela pecuária e mais 8% para a pecuária em pastagens naturais", afirmou; "O Brasil, portanto, é um país que alterou muito pouco o que nós tínhamos quando Pedro Álvares Cabral chegou"; segundo ele, "63% das áreas ainda estão preservadas

Blairo Maggi concede entrevista em Brasília 27/3/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino
Blairo Maggi concede entrevista em Brasília 27/3/2017 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, tentará convencer os participantes do Fórum Econômico Mundial, em Davos, Suíça, de que a agricultura brasileira não resulta em desmatamento ou prejuízos para o meio ambiente e que as informações contrárias veiculadas pela mídia têm o objetivo de prejudicar as exportações do agronegócio brasileiro.

"Temos apenas 9% do território ocupado pela agricultura, 13% pela pecuária e mais 8% para a pecuária em pastagens naturais", afirmou Maggi ao jornal O Estado de São Paulo. "O Brasil, portanto, é um país que alterou muito pouco o que nós tínhamos quando Pedro Álvares Cabral chegou". Segundo ele, "63% das áreas ainda estão preservadas. Nenhum país do mundo tem mais isso. Vamos agora fazer um levantamento sobre outros países e comparar", completou.

De acordo com ele, a agenda ambiental ganhou destaque após o Brasil virar um dos maiores produtores e exportador de alimentos em nível mundial. "Muitos nos viam como ameaça, como um competidor, como de fato somos", afirmou. "Ao longo desses anos, passaram a acusar o Brasil que não respeitar os direitos trabalhistas e ambientais. Esse ambiente foi se consolidando", completou. "O que nos resta a fazer é enfrentar esse assunto, com dados científicos e que possam ser auditados por qualquer um", destacou em seguida.

"Nós fizemos a coisa certa. Vocês (países da Europa) que ficam inventando história contra nós e que depois viram lendas urbanas. Agora, temos dados científicos para confrontar isso", disparou.

 

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