Magistrados dizem que Lula não deveria ter ido à ONU

Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou "repúdio" contra o recurso apresentado pela defesa de Lula à ONU por abuso de poder do juiz Sérgio Moro; para a associação, que é presidida por João Ricardo dos Santos Costa, a entidade internacional não "deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações"; nota diz ainda que o país tem órgãos de controle que acompanham o trabalho dos magistrados e que não se deve admitir o uso de outros meios para "tentar inibir o trabalho" de agentes públicos

Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou "repúdio" contra o recurso apresentado pela defesa de Lula à ONU por abuso de poder do juiz Sérgio Moro; para a associação, que é presidida por João Ricardo dos Santos Costa, a entidade internacional não "deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações"; nota diz ainda que o país tem órgãos de controle que acompanham o trabalho dos magistrados e que não se deve admitir o uso de outros meios para "tentar inibir o trabalho" de agentes públicos
Em nota, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifestou "repúdio" contra o recurso apresentado pela defesa de Lula à ONU por abuso de poder do juiz Sérgio Moro; para a associação, que é presidida por João Ricardo dos Santos Costa, a entidade internacional não "deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações"; nota diz ainda que o país tem órgãos de controle que acompanham o trabalho dos magistrados e que não se deve admitir o uso de outros meios para "tentar inibir o trabalho" de agentes públicos (Foto: Gisele Federicce)
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Michèlle Canes – Repórter Agência Brasil

A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), manifestou, por meio de nota, repúdio à petição apresentada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Organização das Nações Unidas (ONU). Ontem (28), o ex-presidente apresentou o documento ao Comitê de Direitos Humanos da organização.

Na petição, Lula afirma ser vítima de violação de direitos humanos em razão das ações da Operação Lava Jato e se diz perseguido pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pela operação na primeira instância. No texto, Moro é acusado também de abuso de poder.

"A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) manifesta repúdio à petição encaminhada pelo ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) na qual denuncia o juiz Sérgio Moro e os procuradores da República que atuam na Operação Lava Jato por 'falta de imparcialidade' e 'abuso de poder'", diz a nota da AMB, publicada no site da associação.

Para a associação, a entidade internacional não "deve ser utilizada para constranger o andamento de quaisquer investigações em curso no país e, principalmente, aquelas que têm como prioridade o combate à corrupção".

A nota diz ainda que o país tem órgãos de controle, tanto interno quanto externo, que acompanham o trabalho dos magistrados e que não se deve admitir o uso de outros meios para "tentar inibir o trabalho" de agentes públicos.

Segundo a instituição, há uma preocupação com o que chamou de "manobras" para intimidar o trabalho realizado pelos magistrados. "A AMB reitera sua preocupação, externada em diversas oportunidades, frente às manobras para intimidar a atividade desempenhada pelos juízes brasileiros. O juiz Sérgio Moro é exemplo e tem sido alvo recorrente de grande pressão por sua importante atuação na Operação Lava Jato", diz o texto.

O texto menciona ainda o projeto de lei do Senado sobre a Lei de Abuso de Autoridade, que deve ser votada em agosto na casa legislativa.

"Para a AMB, o texto é uma clara tentativa de amordaçar a magistratura brasileira. Nas entrelinhas, o projeto prevê uma série de penalidades para tentar paralisar juízes e juízas, além de procuradores e policias, por desempenharem o seu ofício como determina a legislação. Tal texto, se já estivesse consolidado em lei, jamais tornaria possível uma operação investigativa como a Lava Jato". No texto, a AMB diz ainda que a sociedade precisa estar atenta para que o projeto não avance no Congresso.

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