Maia: Brasil está indo para o precipício ao não enfrentar a regulamentação do teto de gastos

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a defender de forma enfática a regulamentação do teto de gastos, alertando que o país caminha para o precipício. “Eu acho que o Congresso precisa ter como pauta número um, uma preocupação de todos nós, a PEC Emergencial”, disse

Rodrigo Maia
Rodrigo Maia (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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Reuters - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), voltou a defender de forma enfática a regulamentação do teto de gastos, alertando nesta quinta-feira que o país caminha para o precipício se o tema não for enfrentado.

“Eu acho que o Congresso precisa ter como pauta número um, uma preocupação de todos nós, a PEC Emergencial”, disse Maia em entrevista coletiva.

“Ela é a mais difícil, a que vai gerar desgaste no curto prazo, mas vai gerar solução a partir de 2021 para milhões de brasileiros. Então eu tenho defendido que a gente precisa regulamentar o teto, não apenas pelo Renda Cidadã, mas pela necessidade de reduzir o crescimento das despesas, aquelas que vêm crescendo acima da inflação. Então essa é a urgência número um do Senado, da Câmara, do Brasil”, acrescentou.

Apesar de destacar essa prioridade, Maia negou que tenha jogado a toalha em relação a se votar a reforma tributária ainda este ano na Câmara.

“Só para você entender, os prazos da Câmara já estão todos cumpridos. Se nós construirmos um acordo, no texto, com o governo, com os partidos, a gente pode ir ao plenário no dia que a gente quiser em relação à reforma tributária”, disse.

Ele lembrou, no entanto, que foi criada uma comissão mista com deputados e senadores “pela importância do tema”, salientando que existem algumas divergências conhecidas.

“Nós temos que ter a maturidade, a compreensão, e nós temos que sentar à mesa e construir os caminhos para que a gente possa também ter um sistema tributário moderno”, argumentou.

“Então em relação à reforma tributária, do meu ponto de vista, é fazer um esforço grande, de hoje até o fim do mês, início do próximo mês, para ter um texto que tenha apoio majoritário na Casa, para que possa ir ao plenário. ”

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