Maia: "país está em colapso social" e ministros devem ajudar a resolver a "crise"

Peesidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que o país está “em colapso social” há alguns meses e que é necessário que os ministros do governo Jair Bolsonaro precisam “cada um, na pasta que tem, ajudar a resolver essa crise social, desse colapso social em que o Brasil entrou já há alguns meses”

(Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados)

247 - O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que o país está “em colapso social” há alguns meses e que é necessário que os ministros do governo Jair Bolsonaro precisam “cada um, na pasta que tem, ajudar a resolver essa crise social, desse colapso social em que o Brasil entrou já há alguns meses”. “Não foi no governo dele, mas se aprofundou com a queda da expectativa de crescimento econômico”, disse o parlamentar em entrevista ao jornal El País

Maia também saiu em defesa da Lava Jato, que está sob suspeita desde que os vazamentos de mensagens entre integrantes da operação revelaram a manipulação e o direcionamento dos processos. “Se algum tipo de excesso ocorreu na margem, ocorreu. O que não pode é ter uma operação que tinha um foco específico onde as partes combinavam as coisas. Acho que tem de esperar avançar um pouco mais nesses vazamentos”, disse. 

“Não devemos nos precipitar em relação ao que já apareceu. É preciso esperar para ver se de fato foi algo pontual, ou se foi um erro sistêmico da relação entre procuradores e juiz”, completou. Maia disse, ainda, não acreditar que o ex-juiz e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, deixe o cargo em função das revelações feitas pelo site The Intercept. 

Não tenho nenhuma informação que ele vá deixar o cargo. Certamente ele, que entrou na arena política, e está sendo contestado por uma parte de sociedade, não estava acostumado a isso. Agora terá de viver com a realidade da política, onde a transparência é maior, as cobranças são maiores”, afirmou.

“Em determinado momento, Moro foi quase unanimidade no Brasil. Agora ele começa a ter uns questionamentos jurídicos, mas ainda está muito no início dos vazamentos, para estar na posição de ter de sair do ministério. Não digo que as conversas são erradas ou criminosas. Mas terá de responder com a competência que ele tem”, completou. 

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