Maia rechaça articular Previdência e diz que não é mulher de malandro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (8) que desistiu de participar da articulação da reforma da Previdência porque foi mal compreendido pelo presidente e seus aliados; "Eu esperava que a gente pudesse ter um governo de coalização. [Mas] não vou ser mulher de malandro e ficar apanhando da base eleitoral do presidente", disse Maia; "Se o governo vai ganhar [ou não], pergunta para o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], disse

Maia rechaça articular Previdência e diz que não é mulher de malandro
Maia rechaça articular Previdência e diz que não é mulher de malandro (Foto: Luis Macedo/C�mara dos Deputados)

247 - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), resolveu voltou a falar sobre a crise na relação com o presidente Jair Bolsonaro. Ele disse que desistiu de participar da articulação da reforma da Previdência porque foi mal compreendido pelo presidente e seus aliados.

"Agora eu não tenho mais as condições que eu tinha um mês atrás de ser um articulador político [da reforma]. Eu perdi as condições de cumprir um papel porque fui mal compreendido, parecia que eu estava tentando me aproveitar de uma articulação", afirmou Maia, durante evento promovido pelos jornais O Globo e Valor Econômico. 

"Eu esperava que no governo a gente poderia ter um governo de coalização, o presidente acha diferente e talvez ele esteja certo. Só não vou ficar no meio dessa briga tomando porrada da base eleitoral do presidente. Também não sou mulher de malandro, para tomar porrada e achar bom", acrescentou o presidente da Câmara. "Se o governo vai ganhar [ou não], pergunta para o ministro Onyx [Lorenzoni, da Casa Civil], disse. São necessários 308 votos para a aprovação de uma emenda constitucional. "Não falo mais de prazo, não falo mais de voto", disse.

"Eu esperava que a gente pudesse ter um governo de coalização. [Mas] não vou ser mulher de malandro e ficar apanhando da base eleitoral do presidente", disse Maia, que desde então não fala sobre número de votos nem prazo para votação da proposta.

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