"Maierovitch reforça o ataque da Lava Jato contra a advocacia", diz Zanin

Advogado Cristiano Zanin Martins, que atua na defesa do ex-presidente Lula e que na semana passada foi alvo de um desdobramento da Operação da Lava Jato, destaca que o jurista “Wálter Maierovitch se somou à Lava Jato "na narrativa para tentar transformar advogados que atuaram na defesa de uma entidade privada em criminosos”

Cristiano Zanin Martins
Cristiano Zanin Martins (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
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247 - O advogado Cristiano Zanin Martins, que atua na defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e que na semana passada foi alvo de um desdobramento da Operação da Lava Jato, destaca em um artigo publicado neste domingo (13) no blog do jornalista Fausto Macedo,   que o jurista “Wálter Maierovitch se somou à “Lava Jato para promover ataques descabidos contra mim e ao meu escritório de advocacia”.

Zanin, porém, ressalta que “talvez uma parcela da culpa por tais erros não seja do articulista, mas sim da “Lava Jato”, que construiu uma narrativa para tentar transformar advogados que atuaram na defesa de uma entidade privada em criminosos”. 

“De fato, o caso envolvido nesse novo espetáculo midiático criado pela “Lava Jato” tem como principal pano de fundo uma disputa entre duas entidades privadas e congêneres, a Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) e a Confederação Nacional do Comércio (CNC) pela gestão do Sesc-RJ e do Senac-RJ”, diz o artigo.

“A moral da história é que o litígio terminou com a vitória da CNC após a “Lava Jato” ter colocado sob suspeita, em 2018 — o ano-chave para a democracia brasileira —, a contratação de advogados pela Fecomércio-RJ. Na deturpada visão da “Lava Jato”, a Fecomércio-RJ não poderia contratar advogados para defendê-la. A contraparte, entidade da mesma natureza jurídica, porém, não sofreu qualquer questionamento, ao menos que se tenha conhecimento. O dirigente da CNC da época estava no cargo há mais de 30 anos — colocado com a ajuda determinante de um general”, ressalta Zanin no texto.

“Não bastasse essa atuação da Lava Jato para desequilibrar um litígio privado naquela oportunidade, no último dia 08/09 seus membros fizeram um grande espetáculo para invadir cerca de 50 endereços pertencentes aos advogados que prestaram serviços à Fecomércio-RJ, inclusive o da minha casa e o do meu escritório”, afirma.

“Definitivamente, para se escrever algo ou para fazer uma análise jurídica, é preciso ter conhecimento preciso dos fatos. Não é a situação de Wálter Maierovitch nesse caso, que também cometeu deslizes em relação ao Direito e à jurisprudência dos Tribunais, bem no estilo da “Lava Jato” — uma marca utilizada para designar agentes do Sistema de Justiça que se sentem autorizados a desprezar as leis e a Constituição da República”, finaliza.

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