Mais da metade dos mortos no ES era da periferia

A paralisação da PM de Vitória fez mais vítimas entre os moradores da periferia; segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), 85 vítimas dentre as 149 que foram assassinadas até esta quarta-feira, 15, eram homens que moravam no subúrbio das sete cidades que formam a região metropolitana; maioria era parda

Vitória (ES) - Clima de tensão durante protesto de moradores em frente ao Comando Geral da Polícia Militar do Espírito Santo em Maruípe. Militares do Exército fazem a segurança da região (Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Vitória (ES) - Clima de tensão durante protesto de moradores em frente ao Comando Geral da Polícia Militar do Espírito Santo em Maruípe. Militares do Exército fazem a segurança da região (Tânia Rêgo/Agência Brasil) (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Mais da metade das vítimas de assassinatos ocorridos durante o motim da Polícia Militar do Espírito Santo eram de moradores da periferia da Grande Vitória. Segundo levantamento do Sindicato dos Policiais Civis do Espírito Santo (Sindipol/ES), 85 vítimas dentre as 149 que foram assassinadas até esta quarta-feira, 15, eram homens que moravam no subúrbio das sete cidades que formam a região metropolitana. A maioria era parda.

As informações são de reportagem de Márcio Dolzan no Estado de S.Paulo.

"As idades variavam de 14 a 69 anos - 11 menores foram assassinados. Dentre as vítimas, havia 11 mulheres. Os números têm como base os registros da Divisão de Homicídios (DHPP), do Departamento Médico Legal de Vitória (DML) e do Centro Integrado de Defesa Social (Ciodes).

O município de Serra, na Grande Vitória, foi o que registrou maior número de homicídios desde que iniciou a paralisação da PM. Foram 35 mortes desde o dia 4. Desse total, 33 eram homens."

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