Mais uma vez, Cachoeira escolhe o silêncio

Outros quatro réus seguiram o exemplo do contraventor e ficaram calados; apenas Heraldo Puccini respondeu as perguntas; processo da Operação Saint Michel avalia a tentativa de infiltração da quadrilha no esquema de bilhetagem eletrônica

Mais uma vez, Cachoeira escolhe o silêncio
Mais uma vez, Cachoeira escolhe o silêncio (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

Brasília 247 – Nesta quarta-feira 29, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal realizou a segunda audiência de interrogatórios do processo decorrente da Operação Saint Michel, que investiga a tentativa da quadrilha de Cachoeira em fraudar a licitação para bilhetagem eletrônica no Distrito Federal. Dois seis depoimentos esperados, somente Heraldo Puccini respondeu as perguntas.

Carlinhos Cachoeira optou novamente por ficar calado. Assim como o contraventor, Claudio Abreu, Valdir Reis e Dagmar Alves e Wesley Clayton da Silva também preferiram o silêncio.

Puccini negou que conheça Cachoeira e os demais réus, afirmando apenas que teve alguns contatos com Gleyb Ferreira. Heraldo disse que nunca praticou os atos pelo qual está sendo acusado e que "seus valores são diferentes".

O acusado não quis responder as perguntas do Ministério Público, representados por Clayton Germano e Márcio Vieira de Freitas. Emocionado, ele contou seu passado profissional, disse que não tem muitos recursos guardados. Ele usou a expressão "acabado" para definir como se sente com a denúncia e os mandados de busca e apreensão.

O processo denunciou também Geovani Pereira da Silva, que permanece foragido.

Confira como foi a participação de Cachoeira no noticiário anterior:

Brasília 247 – Começou por volta das 14h30 a sessão para interrogatório de oito réus da Operação Saint-Michel, entre eles o Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar a quadrilha. Mais uma vez, o contraventor preferiu ficar calado. Seguindo o provável líder do esquema, Claudio Abreu também optou pelo silêncio.

Vestido com uma camisa branca de mangas compridas e calça jeans, Cachoeira alegou que "está questionando a inépcia da acusação em instância superior e não quer falar antes do resultado desse julgamento", explicou o twitter do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). A imprensa não pode acompanhar a sessão.

Os dois já deixaram a sala de audiência. Antes de sair, Cachoeira pediu para ver os familiares, o que foi concedido pelo juiz com a condição de não ter contato físico.

Também serão ouvidos Heraldo Puccini Neto, Valdir dos Reis, Geovani Pereira da Silva, Dagmar Alves Duarte e Wesley Clayton da Silva. Na primeira audiência, no dia 1º de agosto, Gleyb Ferreira da Cruz deu seu depoimento.

Os réus do processo são acusados de tentar controlar o sistema de bilhetagem do transporte público do Distrito Federal, de forma fraudulenta, o que renderia aos envolvidos cerca de R$ 60 milhões. Os réus respondem por tráfico de influência e formação de quadrilha.

Cachoeira já teve dois pedidos de habeas-corpus negados pelo TJDFT.

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