Mandetta: uso da cloroquina contra covid-19 "se prestou muito para discurso político"

Em videoconferência sobre enfrentamento à covid-19, o ministro da Saúde afirmou que se viu diante de integrantes do governo sem conhecimento científico defendendo o uso da substância

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (edited))
Siga o Brasil 247 no Google News Assine a Newsletter 247

247 - O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, voltou a criticar indiretamente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira, 16, ao falar que o uso da cloroquina para tratamento da covid-19 "se prestou muito para discurso político". 

Em videoconferência sobre enfrentamento à covid-19, o ministro da Saúde afirmou que se viu diante de ministros sem conhecimento científico defendendo o uso da substância. Segundo ele, as informações científicas se resumem a estudos iniciais, que não têm aplicabilidade imediata.  

"Eu fui numa reunião aqui com uma médica imunologista e um anestesista. Não era para eu ir, mas me chamaram para ir. Eu olhei os pares que estavam na mesa, ministros, nenhum tinha conhecimento de farmacologia, de fisiopatologia. Eu estava vendo eles convencerem leigos sobre aquela situação quando o palco daquela discussão seria no Conselho Federal de Medicina, com a Sociedade Brasileira de Imunologia, de Anestesia, de Pneumologia, enfim, de todos, para ver se haja um consenso, numa discussão de pares", afirmou.

O ministro confirmou que sua saída do Ministério acontecerá nesta quinta-feira (16) ou, no máximo, até a sexta (17).

O conhecimento liberta. Saiba mais

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247