Mara Telles: Bolsonaro é incapaz de governar e dificilmente termina mandato

Para cientista política e professora da UFMG, Mara Telles, presidente tem demonstrado incapacidade de governar, tento técnica quanto politicamente; falta de propostas para os problemas do país, fragmentação do governo e não ter se firmado como um líder para além dos fanáticos pode fazer com que seu vice, Hamilton Mourão, seja incentivado a tomar o poder e derrubar Bolsonaro

Mara Telles: Bolsonaro é incapaz de governar e dificilmente termina mandato
Mara Telles: Bolsonaro é incapaz de governar e dificilmente termina mandato (Foto: Gil Leonardi)

 William De Lucca, 247 - Em entrevista no programa De Lucca Entrevista, a cientista política e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mara Telles, disse temer que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) não termine seu mandato. Para ela, com pouco mais de um mês de governo, Bolsonaro mostrou incapacidade de manter-se na presidência por não ter projeto para o país e não se apresentar como líder.

"Ele não tem capacidade de governar, não só tecnicamente, mas politicamente, e tem demonstrado isso por seus atos. Não tem proposta, não tem projeto, não é um líder. Pode ser alguém bastante popular, mas não é líder do Congresso, de seus próprios ministros e nem de seu vice, que não tem nada de decorativo", analisa Mara.

A cientista política diz que hipótese da queda de Bolsonaro dar-se pelas mãos do próprio vice, Hamilton Mourão (PRTB), mantendo a recente tradição brasileira de vices interromperem o mandato de presidentes eleitos, é plausível.

Para que isso não aconteça, Mara acredita que o presidente precise de um milagre econômico.

"É difícil que ele termine o mandato, a não ser que a economia cresça estrondosamente, o que eu acredito ser muito difícil. Para ele continuar sendo líder de popularidade, ele teria de ter um programa sério de combate à corrupção, sendo que há denúncias contra membros de sua própria família, e ainda uma saída econômica, que até agora tem sido apresentada através de privatizações e a reforma da previdência, que impactará negativamente em sua base", diz a cientista.

Confira a entrevista completa:

 

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