Marcelo Auler: evento no Rio marcou o surgimento de frente de esquerda para as eleições de 2020

Para o jornalista Marcelo Auler, o ato realizado nesta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro “foi um ato histórico”. “Ali surgiu a primeira chapa de esquerda das eleições do ano que vem”, destacou em referência a aproximação entre o PSOL e o PT, sinalizando para uma chapa encabeçada por Marcelo Freixo, com a deputada federal Benedita da Silva como vice,para disputar a eleição municipal na capital fluminense

(Foto: Reprodução)
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247 - Para Marcelo Auler, do  Jornalistas pela Democracia, , o ato realizado na noite desta quarta-feira (18), no Circo Voador, no Rio de Janeiro, e que contou com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “foi um ato histórico”. “Ali surgiu a primeira chapa de esquerda das eleições do ano que vem”, destacou Auler em referência a aproximação explicitada durante o evento entre o PSOL e o PT, sinalizando para uma chapa encabeçada por Marcelo Freixo e com a deputada federal Benedita da Silva para disputar a eleição na capital fluminense em 2020. 

Auler observa que ao demonstrarem união, os membros e lideranças políticas da esquerda presentes ao palco do Circo Voador sinalizaram que “é preciso vencer o fascismo no berço do fascismo”. “Onde surgiu o Bolsonaro? No “Rio de Janeiro. Daí a importância simbólica de no Rio de Janeiro a esquerda tomar o poder”, disse ele em conversa com o editor do Brasil 247, Leonardo Attuch. 

“Aí o Freixo vai e anuncia que esta mesma frente deve se repetir nas grandes cidades. Ele falou São Paulo – não sei como será a composição, não falei com ninguém sobre isso -, mas falou Belo Horizonte... falou de várias cidades onde a esquerda deverá montar uma grande frente”, ressaltou. 

Auler também diz considerar de extrema importância para a união da esquerda a defesa do PT feita por Marcelo Freixo. “O Freixo não ficou apenas na defesa do Lula Livre, do Lula solto, do Lula sem processo” disse. “Ele foi adiante, disse que os democratas do país hoje devem deixar pequenas divergências, embora não possam esquecê-las, eternamente, mas deixa-las de lado por enquanto e hoje todos tem que sair em defesa do PT por conta das perseguições que o partido está sofrendo. 

Apesar disso, ele observa que uma união entre as esquerdas deverá enfrentar algumas resistências internas, especialmente entre a ala mais jovem do PSOL, que não aceita certas posições do PT. Mas, em sua avaliação, “ou esses jovens entende nesse momento que os democratas, inclusive podemos chamar o centro democrático, precisam se unir para vencer o fascismo ou não vamos avançar mais, vamos continuar patinando”.  

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