Marcelo Miller foi informado um dia antes sobre operação que prendeu irmã de Aécio

O ex-procurador Marcello Miller foi informado com pelo menos um dia de antecedência (quando já era advogado da J&F) sobre a força tarefa da Lava Jato que levou à prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e do primo do tucano, o empresário Frederico Pacheco; o vazamento foi registrado por ele mesmo, em mensagem a uma advogada que era sua parceira no caso; Miller discutia com Esther Flesch um contrato que ampliaria os valores de honorários pagos pela JBS à dupla

Marcelo Miller
Marcelo Miller (Foto: Romulo Faro)

247 - O ex-procurador Marcello Miller foi informado com pelo menos um dia de antecedência (quando já era advogado da J&F) sobre a força tarefa da Lava Jato que levou à prisão de Andrea Neves, irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), e do primo do tucano, o empresário Frederico Pacheco.

O vazamento foi registrado por ele mesmo, em mensagem a uma advogada que era sua parceira no caso, de acordo com o jornal Folha de São Paulo. Miller discutia com Esther Flesch um contrato que ampliaria os valores de honorários pagos pela JBS à dupla.

Às 8h15 de 17 de maio, o ex-procurador foi informado de que o escritório Trench Rossi Watanabe, no qual estava atuando, não aceitaria os termos propostos por ele numa minuta do trato.

Neste momento, ele diz a Esther que ela deveria readequar a proposta, e avisa: "Vamos correr, porque a informação insider é a de que a operação pode ser deflagrada amanhã" (sic).

Às 19h30 do mesmo dia, o jornal O Globo publicou em seu site a informação de que os donos da JBS haviam fechado um acordo de delação premiada.

A matéria dizia que Joesley Batista havia gravado uma conversa com o presidente Michel Temer e que o empresário também havia apresentado grampos de um encontro em que Aécio pedia R$ 2 milhões a ele.

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