Márcio França quer disputar a prefeitura de São Paulo

Derrotado nas eleições estaduais por uma diferença mínima de 3% dos votos, o governador Márcio França (PSB) já traçou seu futuro político; o ex-governador quer articular sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2020, muito em função nos 10 milhões de votos que obteve na disputa; França entende que o PSB deve seguir seu caminho independente, mas na oposição a Jair Bolsonaro

Márcio França quer disputar a prefeitura de São Paulo
Márcio França quer disputar a prefeitura de São Paulo

247 - Derrotado nas eleições estaduais por uma diferença mínima de 3% dos votos, o governador Márcio França (PSB) já traçou seu futuro político. O ex-governador quer articular sua candidatura à Prefeitura de São Paulo em 2020, muito em função nos 10 milhões de votos que obteve na disputa. França entende que o PSB deve seguir seu caminho independente, mas na oposição a Jair Bolsonaro.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, França falou da reestruturação partidária: "eu defendo desde o tempo do Eduardo (Campos, ex-governador de Pernambuco, morto em 2014, quando disputava a Presidência pelo PSB) uma modificação estatutária que desse à militância virtual força de voto. A tese é simples: um aplicativo onde os filiados pudessem se manifestar sobre determinada questão. Ele vota e a decisão dele é impositiva em relação à bancada. Isso daria às pessoas uma força que elas não têm hoje. É preciso radicalizar a democracia partidária."

Sobre sua derrota para Doria, França diz: "Ele tem méritos, é determinado. É claro que não imaginava essa dificuldade toda, acho que para ele foi uma surpresa disputar comigo e não com Paulo Skaf. É difícil perder, mas essa eleição foi nacionalizada demais. No fim, quando (Fernando) Haddad subiu um pouco, os dois lados radicalizaram ainda mais. Em cidades grandes do interior, esse negócio de PT, MTST funcionou. Mas o meu posicionamento é de centro."

E, no tema 'alinhamento nacional', o ex-governador afirma: "eu não me reuni com a bancada, mas a tendência é ser oposição. Quem coloca a gente na oposição é o povo. No segundo turno, o meu partido, contra a minha vontade, anunciou apoio ao Haddad. Como então vamos ser situação agora? O que acontece, no entanto, é que na prática não se tem o controle sobre todos os deputados, aliás não sei quem vai ser base do Bolsonaro. Tenho dúvidas até sobre os deputados do PSL."

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