Marco Maia denuncia cortes na agricultura e nas áreas sociais

Durante a tramitação da PEC da morte (241), o governo de Michel Temer prometeu que as áreas sociais não sofreriam redução orçamentária alguma; no entanto, o projeto de Orçamento para 2018 mostra "mais uma mentira, mais uma traição, mais um golpe no povo brasileiro", denuncia o deputado Marco Maia (PT-RS), em vídeo divulgado nas redes sociais; assista

marco maia
marco maia (Foto: Gisele Federicce)

247 - Durante a tramitação da PEC da morte (241), o governo de Michel Temer prometeu que as áreas sociais não sofreriam redução orçamentária alguma. No entanto, o projeto de Orçamento para 2018 mostra "mais uma mentira, mais uma traição, mais um golpe no povo brasileiro", denuncia o deputado Marco Maia (PT-RS), em vídeo divulgado nas redes sociais.

Ele destaca que os cortes propostos pelo governo Temer "atingem ações essenciais para a reforma agrária, agricultura familiar e inclui também algumas ações igualmente fundamentais na temática ambiental, para as populações indígenas e quilombolas".

"Pode-se afirmar que, a exemplo da sua marca geral, refratária aos interesses populares, com a PLOA 2018 o governo Temer define as populações pobres das áreas rurais como as principais vítimas do golpe. Pune, em especial, os pobres do Nordeste, pois, indiferente à pior seca dos últimos 100 anos na região, Temer reduziu as dotações do programa de construção de cisternas dos R$ 248.8 milhões constante da LOA 2017, para R$ 20 milhões na PLOA 2018", diz ele.

"Imagina você que os governos de Lula e Dilma passaram 13 anos incentivando e fomentando a agricultura familiar, pois ela é responsável por alimentar o nosso país. Foram vários projetos para manter o homem no campo, oferecer maiores oportunidades aos filhos dos agricultores. Valorizar esse belo trabalho e, de repente tudo isso vai água abaixo devido a interesses pessoais. Não podemos aceitar tamanhas barbáries", frisou Marco Maia.

Na agricultura familiar o governo desmonta, de acordo com o parlamentar, programas como a garantia de renda e segurança alimentar que terá uma redução de 37%, Reforma Agrária 44%, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a implantação de cisternas no semiárido, projeto recém premiado pelas Nações Unidas, teve seu orçamento reduzido em 85% acabando com estes dois importantes programas.

Os indígenas e o meio ambiente virão seus orçamentos encolher em 11% e 18%. Outras áreas da administração pública e de políticas importantes são minguadas no orçamento de 2018, Ministérios como Cidades que coordena o Minha Casa Minha Vida, maior política pública habitacional do planeta receberá 86% a menos de recursos; Esporte menos 67%; Turismo menos 68%; Integração Nacional e do Ministério de Ciência e Tecnologia, 72% e 27%, respectivamente, expressam que, além de diminuir drasticamente os investimentos, o Estado irá contribuir com muito pouco para a inovação nesse país. O orçamento previsto para o CNPq, por exemplo, teve redução de 33,2%. Já o valor de investimento total das estatais do país para o ano que vem foi reduzido em 23,6%, caiu de R$ 90 bilhões para R$ 68,8 bilhões.

Ainda há reduções drásticas no Bolsa Família, que os recursos encolheram em 11%, a promoção e defesa dos direitos da criança e do adolescente e de pessoas com deficiência sofreram reduções de 69% e 56%, respectivamente, o programa de mobilidade urbana, que encolheu no orçamento previsto para 2018 é 98% menor que o de 2017.

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