Marun diz que não abrirá mão de pedir apoio à reforma da Previdência

O ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, também negou ter condicionado a liberação financiamentos em bancos públicos para governadores em troca de apoio deles na busca de votos com o objetivo de aprovar a reforma da Previdência; "Mas também é verdade que não vamos abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos e, especialmente, daqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo"; Marun havia dito que o governo vê a necessidade de "ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência"; segundo ele, financiamentos da Caixa "são ações de governo"; declaração recebeu repúdio de governadores do Nordeste

O ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, também negou ter condicionado a liberação financiamentos em bancos públicos para governadores em troca de apoio deles na busca de votos com o objetivo de aprovar a reforma da Previdência; "Mas também é verdade que não vamos abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos e, especialmente, daqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo"; Marun havia dito que o governo vê a necessidade de "ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência"; segundo ele, financiamentos da Caixa "são ações de governo"; declaração recebeu repúdio de governadores do Nordeste
O ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, também negou ter condicionado a liberação financiamentos em bancos públicos para governadores em troca de apoio deles na busca de votos com o objetivo de aprovar a reforma da Previdência; "Mas também é verdade que não vamos abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos e, especialmente, daqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo"; Marun havia dito que o governo vê a necessidade de "ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência"; segundo ele, financiamentos da Caixa "são ações de governo"; declaração recebeu repúdio de governadores do Nordeste (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O ministro da secretaria de Governo, Carlos Marun, disse afirmou nesta sexta-feira (29), em Brasília, que não abrirá mão de pedir apoio à reforma da Previdência para todos os agentes públicos. Ele negou ter condicionado a liberação financiamentos em bancos públicos para os governadores em troca de apoio de executivos estaduais na busca de votos com o objetivo de aprovar a reforma da Previdência.

"A verdade é que não está sendo condicionado, mas também é verdade que não vamos abrir mão de pleitear o apoio dos agentes públicos e, especialmente, daqueles que estão sendo beneficiados por ações do governo", disse, ao participar de cerimônia de assinatura da liberação de R$ 951,26 milhões em empréstimos da Caixa a companhias estaduais de saneamento do Espírito Santo, Pernambuco, Goiás e Rio Grande do Sul.

Nesta semana, Marun sugeriu que o governo  está condicionando a liberação de financiamentos na Caixa Econômica Federal, pedidos por governadores, a apoios pela aprovação da reforma da Previdência. 

"Financiamentos da Caixa Econômica Federal são ações de governo, o governador poderia tomar esse financiamento no Bradesco, não sei aonde. Obviamente, se são na Caixa, no Banco  do Brasil ou no BNDES são ações de governo. Nesse sentido, entendemos que deve sim ser discutido com esses governantes alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência, que é uma questão que entendemos hoje de vida ou morte para o Brasil", afirmou ele, após uma reunião com Temer.

Governadores do Nordeste divulgaram uma carta repudiando a declaração. "Os governadores do Nordeste vêm manifestar profunda estranheza com declarações atribuídas ao Sr. Carlos Marun, ministro de articulação política. Segundo ele, a prática de atos jurídicos por parte da União seria condicionada a posições políticas dos governadores. Protestamos publicamente contra essa declaração e contra essa possibilidade, e não hesitaremos em promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos, caso a ameaça se confirme. Vivemos em uma Federação, cláusula pétrea da Constituição, não se admitindo atos arbitrários para extrair alinhamentos políticos, algo possível somente na vigência de ditaduras cruéis. Esperamos que o presidente Michel Temer reoriente os seus auxiliares, a fim de coibir práticas inconstitucionais e criminosas", dizia o texto.

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