Médicos acionam CFM contra aplicativo com prescrição de remédio sem eficácia comprovada

Ex-dirigentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) criticaram o anúncio do TratCOV feito pelo ministro Eduardo Pazuello. Trata-se de um aplicativo que estimula a prescrição de remédios sem eficácia contra a Covid-19. "Onde está a entidade máxima da categoria médica no Brasil?", diz a carta assinada por cinco ex-presidentes e 14 ex-conselheiros da instituição

(Foto: ABr | Divulgação)
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247 - Ex-dirigentes do Conselho Federal de Medicina (CFM) pedem que a entidade se manifeste sobre a condução da pandemia pelo governo Jair Bolsonaro, horas após anúncio do TratCOV, aplicativo lançado nesta quinta-feira (14) pelo Ministério da Saúde e que estimula a prescrição de remédios sem eficácia contra o coronavírus - azitromicina, cloroquina, doxiciclina, ivermectina e hidroxicloroquina.

"Onde está o Conselho Federal de Medicina? Onde está a entidade máxima da categoria médica no Brasil? Até agora sabemos o endereço, mas não sabemos a sua posição frente a essa tragédia sanitária e humana que assola em especial o nosso país", diz a carta aberta divulgada no fim da tarde desta quinta-feira (14), assinada por cinco ex-presidentes e 14 ex-conselheiros da instituição.

"Frente a essa eloquente omissão do nosso principal órgão representativo é que nós conclamamos o CFM a que se manifeste em defesa da vida da nossa gente", acrescenta.

O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, lançou o aplicativo TratCOV, nesta quinta-feira (14) em Manaus (AM), mesmo dia em que a capital do Amazonas começa a enfrentar novo colapso na rede de atendimento, com falta oxigênio aos internados por complicações do coronavírus. 

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