Mello Franco: a mão que apedrejou é a mesma que afaga

O jornalista Bernardo Mello Franco observa que o presidente Jair Bolsonaro prometeu durante a campanha e após ter sido eleito "acabar com o "toma lá dá cá" e não trocar cargos e ministérios por apoio. Este discurso começou a ser abandonado ontem, no 94º dia do governo"; "Numa maratona de quase 11 horas, Bolsonaro se reuniu com seis presidentes de partido es. Além de Alckmin, recebeu antigos desafetos como Ciro Nogueira e Geraldo Kassab, a quem já se referiu como "porcaria". Foi uma rendição à "velha política" que ele prometia varrer de Brasília", diz 

Mello Franco: a mão que apedrejou é a mesma que afaga
Mello Franco: a mão que apedrejou é a mesma que afaga

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco observa que o presidente Jair Bolsonaro prometeu durante a campanha e após ter sido eleito "acabar com o "toma lá dá cá" e não trocar cargos e ministérios por apoio. Este discurso começou a ser abandonado ontem, no 94º dia do governo".

"Numa maratona de quase 11 horas, Bolsonaro se reuniu com seis presidentes de partidos. Além de Alckmin, recebeu antigos desafetos como Ciro Nogueira e Geraldo Kassab, a quem já se referiu como "porcaria". Foi uma rendição à "velha política" que ele prometia varrer de Brasília", diz Mello Franco em seu blog .

"Nas conversas, o presidente distribuiu elogios, desculpou-se pelas "caneladas" e pediu ajuda para aprovar as reformas. O surto de humildade não foi de graça. Desde a posse, os amadores do Planalto têm levado um baile dos profissionais do Congresso", avalia.

"As desculpas de ontem não convenceram a maioria dos dirigentes partidários. Um deles abriu o jogo com Bolsonaro: disse que as siglas temem ser torpedeadas assim que o governo conseguir o que deseja. O presidente inverteu o poema de Augusto dos Anjos: a mão que apedrejou é a mesma que afaga. O problema é que ninguém sabe o que ela vai fazer amanhã", ressalta.

Leia a íntegra da análise.

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