Mello Franco: morte de Marielle permanece sem solução após 580 dias

Jornalista Bernardo Mello Franco observa que as mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes permanecem sem solução e as autoridades parecem não se importar com o caso

247 - O jornalista Bernardo Mello Franco observa que passados 580 dias dos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes “as perguntas permanecem as mesmas: Quem mandou matar? Por quê?”. 

“Em novembro de 2018, o então ministro da Segurança Pública denunciou uma “grande articulação envolvendo agentes públicos, milicianos e políticos” para impedir a elucidação do caso. Quase um ano depois, o público ainda assiste a um festival de fatos mal explicados e manobras de acobertamento”, afirma. 

“No domingo, o portal UOL informou que a Polícia Civil alega ter perdido “imagens relevantes” guardadas num pendrive. O delegado que relatou o sumiço já havia tentado emplacar a versão de “crime de ódio”. Pela tese dele, matadores profissionais teriam tirado um único dia para trabalhar de graça”, destaca Mello Franco.

“O governador Wilson Witzel sancionou uma lei com o nome da vereadora, mas se recusa a prestar informações atualizadas sobre o caso. Um ofício da Anistia Internacional repousa em sua mesa desde o início de setembro. Pede o básico: uma apuração “célere, transparente, independente e imparcial”, que seja capaz de identificar os mandantes do crime”, diz o jornalista.

“Nas últimas semanas, Marielle foi homenageada no Rock in Rio e deu nome a um jardim público em Paris. Enquanto isso, o governo Bolsonaro censurou um programa da TV Brasil que mostrava sua imagem por míseros cinco segundos”, finaliza.

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