Mello Franco: nos EUA, Bolsonaro confunde parceria com subserviência

Para o jornalista Bernardo Mello Franco, a viagem do presidente Jair Bolsonaro aos EUA teve como efeito prático mostrar a subserviência do Brasil aos interesses norte-americanos; ele destaca que "a bajulação não se limitou aos discursos" e o Brasil "aceitou abrir a Base de Alcântara, antigo sonho de consumo dos EUA", além de "liberar os turistas americanos da exigência de visto; "O país pode e deve reforçar laços com os EUA, mas os gestos de Bolsonaro sugerem uma atitude de subserviência, não de parceria", avalia

Mello Franco: nos EUA, Bolsonaro confunde parceria com subserviência
Mello Franco: nos EUA, Bolsonaro confunde parceria com subserviência

247 - Para o jornalista Bernardo Mello Franco, a frase "o que é bom para os Estados Unidos é bom para o Brasil", que praticamente se tornou um slogan da ditadura militar, "voltou à moda em Brasília. Agora foi levada a Washington por Jair Bolsonaro".

Franco ressalta, em sua coluna no jornal O Globo, que durante sua viagem aos EUA, Bolsonaro se desmanchou em elogios aos anfitriões e 'estendeu as juras de amor a Donald Trump. "Queremos um Brasil grande, assim como Trump quer uma América grande"'.

"O ministro Paulo Guedes acrescentou um testemunho pessoal. "O presidente ama os americanos, eu também. Adoro jeans, Coca-Cola, Disneylândia", festejou. Faltou citar o Pateta, que parece inspirar uma ala expressiva do novo governo", completou.

O jornalista destaca que "a bajulação não se limitou aos discursos" e o Brasil "aceitou abrir a Base de Alcântara, antigo sonho de consumo dos EUA, além de "liberar os turistas americanos da exigência de visto. O Brasil abriu mão da reciprocidade, um princípio básico da diplomacia".
"O país pode e deve reforçar laços com os EUA, mas os gestos de Bolsonaro sugerem uma atitude de subserviência, não de parceria", avalia o

colunista.

 

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