Mello Franco: o pacote anticrime e a licença para matar e ocultar provas

Jornalista Bernardo Mello Franco diz que o lançamento da campanha publicitáriapara promover o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, “tem lances de propaganda enganosa” e que o projeto é uma esécie de "licença para matar".

(Foto: Reprodução | ABr)
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247 - O jornalista Bernardo Mello Franco diz que o lançamento da campanha publicitária de R$ 10 milhões para promover o pacote anticrime do ministro da Justiça, Sérgio Moro, “tem lances de propaganda enganosa”. 

“Um dos anúncios trata da prisão em segunda instância, que os deputados já retiraram do texto original. Quem assistir aos comerciais ficará com a impressão de que a proposta está prestes a ser aprovada”, observa. 

Mello Franco relembra, ainda, que ‘o pacote tem sido criticado por proteger policiais que cometem excessos “sob escusável medo, surpresa ou violenta emoção’”. “Ontem o ministro Sergio Moro insistiu que isso não significa uma licença para matar. Faltou combinar com o presidente Jair Bolsonaro, que voltou a defender PMs acusados de execuções”, completa o jornalista. .

“Desde a campanha, Bolsonaro repete que o policial que mata “tem que ser condecorado e não processado”. Ontem a Polícia Civil prendeu quatro pessoas ligadas ao PM reformado Ronnie Lessa, acusado de executar a vereadora Marielle Franco. De acordo com as investigações, o grupo jogou a arma do crime no mar. “A suspeita de ocultação de provas também ronda a morte da menina Ágatha Félix, de oito anos”, destaca. 

“Em Brasília, Moro foi questionado sobre o silêncio do presidente. “A pergunta não é apropriada”, desconversou”, observa Mello Franco. 

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