Mello vê “intolerância” na finada Era Barbosa

"Não tivemos diálogo na gestão imediatamente anterior", registrou ministro, referindo-se ao mandato de Joaquim Barbosa na presidência do STF; "Houve intolerância", prosseguiu Marco Aurélio Mello; "Muitos incidentes levaram as sessões a ficarem mais demoradas", criticou; diante da posse de Ricardo Lewandowski, Mello deixou antigas divergências de lado e garantiu: "A história fará justiça aos votos proferidos por ele"

"Não tivemos diálogo na gestão imediatamente anterior", registrou ministro, referindo-se ao mandato de Joaquim Barbosa na presidência do STF; "Houve intolerância", prosseguiu Marco Aurélio Mello; "Muitos incidentes levaram as sessões a ficarem mais demoradas", criticou; diante da posse de Ricardo Lewandowski, Mello deixou antigas divergências de lado e garantiu: "A história fará justiça aos votos proferidos por ele"
"Não tivemos diálogo na gestão imediatamente anterior", registrou ministro, referindo-se ao mandato de Joaquim Barbosa na presidência do STF; "Houve intolerância", prosseguiu Marco Aurélio Mello; "Muitos incidentes levaram as sessões a ficarem mais demoradas", criticou; diante da posse de Ricardo Lewandowski, Mello deixou antigas divergências de lado e garantiu: "A história fará justiça aos votos proferidos por ele" (Foto: Ana Pupulin)

247 – O ministro Marco Aurélio Mello criticou duramente a gestão de Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal. Mesmo nunca tendo batido de frente com o ex-número 1 da Justiça, Mello declarou agora, à rádio Estadão, que havia "falta de diálogo" e "intolerância" na atuação do ex-presidente. Um dos juízes mais antigos da corte, Mello acentou que o comportamento de Barbosa chegou a causar problemas "entre os três poderes".

- Espero que a gestão do ministro Ricardo Lewandowski seja de maior diálogo. Diálogo que não tivemos na gestão imediatamente anterior ante os inúmeros atritos surgidos com segmentos da magistratura, Ministério Público, Defensoria e os demais poderes".

Marco Aurélio tinha mais a dizer:

- As sessões ficaram mais demoradas em razão de incidentes e as discussões por vezes descambaram para um campo que não é o do Supremo".

Logo após de Lewandowski, Mello, que mais divergiu do que convergiu com os votos do relator da AP 470, fez uma avaliação elogiosa dos posicionamentos do novo presidente do Supremo:

- A história fará justiça aos votos proferidos pelo ministro Ricardo Lewandowski. O que não dá é para partir para a intolerância ou não aceitar o entendimento diverso do colega", afirmou Marco Aurélio.

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