Mercadante: comemorar o golpe é de uma agressão e violência inomináveis

Ex-ministro Aloizio Mecadante condena o fato de Jair Bolsonaro celebrar o dia 31 de março, data que ocorreu o golpe militar no Brasil; “Comemorar o golpe agride o Estado democrático de direito. É uma violência inominável às famílias dos que foram torturados e mortos na ditadura”, avalia; na TV 247, ele conclama os setores progressistas a participarem da "Marcha do Silêncio", manifestação em São Paulo que homenageará as vítimas da ditadura; assista 

Mercadante: comemorar o golpe é de uma agressão e violência inomináveis
Mercadante: comemorar o golpe é de uma agressão e violência inomináveis

247 - “Comemorar o golpe agride o Estado democrático de direito. É uma violência inominável às famílias dos que foram torturados e mortos na ditadura”. Essa é a reflexão do ex-ministro Aloizio Mercadante, em seu programa na TV 247 "Brasil debate", ao condenar a orientação de Jair Bolsonaro para que o dia 31 de março, data que ocorreu o golpe militar no Brasil, seja celebrado em todos o quartéis do País. 

Ele lembra o Ministério Público Federal já encaminhou parecer contrário às comemorações do dia 31 de março. Nesta sexta-feira 29, a juíza da 6ª Vara da Justiça Federal em Brasília proibiu as celebrações. “Portanto, o presidente desrespeita a Constituição, viola a memória das famílias e tenta acirrar os conflitos no País”, denuncia.

Mercadante apresenta números divulgados pela Comissão da Verdade, instalada em 2011 pelo governo Dilma, que apurou graves violações de direitos humanos cometidos entre 1946 e 1988. “Foram 6.016 casos documentados de tortura e violação dos direitos humanos e 467 desaparecidos”, aponta.

Domingo: todos às ruas contra a ditadura 

O ex-ministro mobiliza todos os setores progressistas a participarem da “marcha do silêncio”, em homenagem às vítimas da ditadura militar, que ocorrerá no próximo domingo (31), com apresentações artísticas e culturais, no Parque do Ibirapuera. (Para maiores informações, clique aqui). 

Mercadante conclui dizendo que o momento exige "disputas decisivas" e rememorar o episódios do passado "é uma forma de resistência". 

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