Metroviários de Brasília se defendem atacando o governo

Suspeitosde sabotar o Metr e prejudicar cerca de 160 mil passageiros por dia, profissionais da categoria acusam governo de divulgar informaes das investigaes de forma irresponsvel como manobra para desmoralizar tentativa de greve

Metroviários de Brasília se defendem atacando o governo
Metroviários de Brasília se defendem atacando o governo (Foto: Andressa Anholete/247 - 18.01.2012)

Natalia Emerich _Brasília247 – A suspeita de sabotagem ao sistema de trens do Metrô pode ter sido uma manobra para desmobilizar a movimentação grevista dos funcionários da companhia. A afirmação é do diretor-conselheiro do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindmetrô), Leandro Santos, que acusa o governo e o Metrô de divulgar informações sobre as investigações de forma irresponsável.

“Não existem provas concretas sobre o envolvimento de metroviários nessa suposta sabotagem e é muito conveniente fazerem isso na véspera de indicativo de greve”, critica Santos. Para ele, a atitude do Metrô e do governo criminaliza previamente os funcionários da empresa e faz com que a entidade seja rebaixada. “É uma forma de jogar a população contra os funcionários”, acusa o diretor-conselheiro.

A confirmação de sabotagem no sistema de comunicação, que comprometeu o funcionamento dos trens na semana passada, foi oficializada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (13). A 23ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) abriu investigação para apurar as falhas apresentadas pelo serviço e constatou que um cabo clandestino foi instalado na estação Central, na Rodoviária do Plano Piloto, para sobrecarregar o sistema.

Encontrados os problemas, a Polícia Civil tenta identificar os responsáveis pelo ato criminoso. Segundo o porta-voz do governo, Ugo Braga, o governador considerou a atitude gravíssima. “Um grupo de radicais não pode, a pretexto da luta por salários, colocar em risco a vida de mais de 150 mil usuários do metrô”, afirmou em entrevista pela manhã. À tarde, Ugo Braga preferiu não se pronunciar sobre a acusação de uma possível manobra para desmobilizar a movimentação grevista dos funcionários.

O diretor-conselheiro do Sindmetrô concorda com a gravidade da suspeita. “Se houve mesmo a sabotagem, o autor não deve ficar impune, não vamos passar a mão na cabeça de ninguém”, enfatiza Santos. No entanto, ele considera que investigações e acusações devem ser feitas com muito critério, pois não são apenas funcionários do Metrô que circulam pelas áreas dos terminais e das centrais.

O presidente em exercício do Metrô, Nilson Martorelli, disse, em entrevista à BandNews, que cerca de 50 funcionários da empresa transitam pela sala onde o cabo foi implantado. O grande acesso de pessoas dificulta encontrar o criminoso.

Mas Santos rebate que os metroviários têm acesso quase restrito ao local do crime. “Quem tem acesso ao espaço é o pessoal de manutenção, terceirizado pela empresa Metroman”, questiona o diretor-conselheiro. Ele diz ainda que a fiscalização na área é feita por um servidor do Metrô.

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