Militares proíbem operação do Ibama contra garimpo ilegal de ouro em terra indígena no Pará

O Ministério da Defesa proibiu uma operação do Ibama contra o garimpo ilegal de ouro no Sudoeste do Pará após protestos de garimpeiros contra a destruição de equipamentos por agentes ambientais, medida que é permitida pela legislação

(Foto: Lidiane Ribeiro/Ibama)
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247 - O Ministério da Defesa proibiu, nesta quinta-feira, 6, uma operação do Ibama contra o garimpo ilegal de ouro no Sudoeste do Pará. O o major-brigadeiro do Ar Arnaldo Augusto do Amaral Neto não permitiu a decolagem de helicóptero estacionados na base aérea da Serra do Cachimbo, na região, segunda a Folha de S. Paulo. No dia anterior, agentes do órgão ambiental haviam destruído equipamentos para extração do mineral dentro da Terra Indígena Munduruku. A medida é permitida pela atual legislação.

A decisão do governo pode ter sido uma reação aos protestos de garimpeiros que ocorreram na quarta-feira, 5, após o Ibama ter destruído dez PCs (retroescavadeiras) em garimpos dentro da terra indígena. Os garimpeiros fecharam temporariamente o aeroporto de Jacareacanga como forma de protesto. Nesta quinta, os garimpeiros embarcaram em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e forma para Brasília, para se reunir com governo federal sobre o assunto.

A proibição da operação mostra a divergência da atuação do Ibama e das Forças Armadas, que procuram frear a atuação dos agentes ambientais. Os militares são responsáveis pela Operação Verde Brasil 2, que supostamente combate ilícitos ambientais na Amazônia. Eles estão sendo alvo de denúncias por estarem permitindo a atuação de grileiros e garimpeiros, entre outros

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