Militares querem surfar a onda da anti-política

Surfando na reprovação dos políticos 'tradicionais', militares começam a se lançar a cargos do executivo; as eleições de 2018 marcam essa inflexão: é a que tem mais candidatos militares de toda a história; o número de candidatos originários das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em relação ao pleito de 2014; são pelo menos 25 militares que vão concorrer a presidente, vice-presidente, governador ou vice-governador; se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majoritários, a alta chega ao astronômico número de 257%

Militares querem surfar a onda da anti-política
Militares querem surfar a onda da anti-política

247 - Surfando na reprovação dos políticos 'tradicionais', militares começam a se lançar a cargos do executivo. As eleições de 2018 marcam essa inflexão: é a que tem mais candidatos militares de toda a história. O número de candidatos originários das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em relação ao pleito de 2014. São pelo menos 25 militares que vão concorrer a presidente, vice-presidente, governador ou vice-governador. Se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majoritários, a alta chega ao astronômico número de 257%.

"Incentivados pela reprovação a políticos de carreira, militares ampliaram a participação na disputa por cargos do Poder Executivo nas eleições 2018. O número de candidatos originários das Forças Armadas, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros quase dobrou em relação ao pleito de 2014. O Estado identificou pelo menos 25 militares, da ativa ou da reserva, que vão concorrer a presidente, vice-presidente, governador ou vice-governador, ante 13 nomes na eleição passada, um aumento de 92%. Se comparado com 2010, quando sete militares disputaram esses cargos majoritários, a alta chega a 257%.

Quando considerado todo o universo de candidatos ao Executivo, os militares representam 7% dos nomes já anunciados pelos partidos. Na eleição passada, a proporção era de 3% do total de profissões registradas ao fim do pleito, conforme dados da Justiça Eleitoral. Os números podem sofrer variações porque o prazo para os candidatos requisitarem o registro vai até a próxima quinta-feira. O perfil dos candidatos vai de apoiadores de Jair Bolsonaro (PSL) até militar filiado a partidos de esquerda. Com mais de 64 mil assassinatos registrados no ano passado e confrontos frequentes entre facções criminosas internacionalizadas, a violência tornou-se uma das pautas mais sensíveis do debate eleitoral. “Os militares estão sendo alçados a se candidatar como consequência do momento nacional, um País enfrentando tantas mazelas e dificuldades."

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