Militares se irritam com situação de Flávio Bolsonaro, que 'passou recibo'

O mico de Flávio Bolsonaro em recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e trazer em definitivo o escândalo do Coaf para dentro do governo irritou os militares; antes, já incomodados com a possibilidade de o primogênito da República estar envolvido em corrupção, os oficiais que povoam o governo soltaram críticas leves e ponderadas; agora, a situação é outra e há insatisfação real gerando tensões nos bastidores

Militares se irritam com situação de Flávio Bolsonaro, que 'passou recibo'
Militares se irritam com situação de Flávio Bolsonaro, que 'passou recibo' (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

247 - O mico de Flávio Bolsonaro em recorrer ao STF (Supremo Tribunal Federal) e trazer em definitivo o escândalo do Coaf para dentro do governo irritou os militares. Antes, já incomodados com a possibilidade de o primogênito da República estar envolvido em corrupção, os oficiais que povoam o governo soltaram críticas leves e ponderadas. Agora, a situação é outra e há insatisfação real gerando tensões nos bastidores. 

A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que "o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) passou um enorme recibo político ao procurar no Supremo no episódio de seu cada vez mais nebuloso envolvimento com Fabrício Queiroz. Até aqui, sua linha de defesa era a do não envolvimento: o problema era do motorista enrolado com transações suspeitas. Agora, Flávio trouxe o problema para si e mais: amplia o espectro de um agravamento da crise, que pode ter consequências imprevisíveis para o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PSL)."

A matéria prossegue: "o apelo ao foro antes renegado parece, à primeira vista, estar amparado tecnicamente. É preciso esclarecer se o Ministério Público de fato quebrou ilegalmente o sigilo do parlamentar e se o investigou após sua diplomação. Isso dito, politicamente o estrago está feito. Apenas se comprovar que é vítima de uma perseguição e enfim apresentar alguma explicação crível para o caso Flávio poderá reverter em alguma medida o dano."

Segundo a reportagem, "o caso já gerava desconforto na ala militar do governo, cada dia mais influente e ocupando espaços. Afinal de contas, a presença maciça de oficiais da reserva e também da ativa no governo passava pela ideia defendida pelo grupo que Bolsonaro podia ser despreparado, mas não era corrupto como os proverbiais petistas e emedebistas que antes ocuparam o Palácio."

 

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