“Minha morte foi decretada no dia de minha prisão”, disse reitor em bilhete

Reitor afastado da UFSC e que foi encontrado morto nesta manhã em um shopping de Florianópolis, Luiz Carlos Cancellier de Olivo deixou o seguinte bilhete, segundo o jornal Diário Catarinense: "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão"; Cancellier era alvo de investigação da PF, chegou a ser preso e solto no dia seguinte; em um artigo publicado há quatro dias, ele negou com veemência as acusações e denunciou a "humilhação" a que foi submetido

Reitor afastado da UFSC e que foi encontrado morto nesta manhã em um shopping de Florianópolis, Luiz Carlos Cancellier de Olivo deixou o seguinte bilhete, segundo o jornal Diário Catarinense: "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão"; Cancellier era alvo de investigação da PF, chegou a ser preso e solto no dia seguinte; em um artigo publicado há quatro dias, ele negou com veemência as acusações e denunciou a "humilhação" a que foi submetido
Reitor afastado da UFSC e que foi encontrado morto nesta manhã em um shopping de Florianópolis, Luiz Carlos Cancellier de Olivo deixou o seguinte bilhete, segundo o jornal Diário Catarinense: "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão"; Cancellier era alvo de investigação da PF, chegou a ser preso e solto no dia seguinte; em um artigo publicado há quatro dias, ele negou com veemência as acusações e denunciou a "humilhação" a que foi submetido (Foto: Gisele Federicce)

247 – O reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancellier de Olivo teria escrito o seguinte bilhete antes de se suicidar na manhã desta segunda-feira 2: "Minha morte foi decretada no dia de minha prisão".

A frase foi publicada pelo colunista Moacir Pereira, do Diário Catarinense, que atribui a informação a uma fonte da Polícia Civil no Estado.

"O reitor não conseguiu neutralizar os efeitos políticos, sociais e psicológicos da sua prisão na Operação Ouvidos Moucos. Com toda a vida dedicada à Universidade e à educação viu o esforço acadêmico e político de décadas desmoronar do dia para a noite", comenta o jornalista do DC.

"A partir da prisão viveu dias terríveis, segundo os amigos mais chegados. Iniciou um processo depressivo, tinha aconselhamento psiquiátrico e tomava medicamentos para neutralizar o impacto psicológico da prisão e todo o processo humilhante a que foi submetido", descreve ainda. Leia aqui a íntegra.

No site Notícias do Dia, o jornalista Carlos Damião descreveu seu último encontro com o professor. "É uma coisa da qual nunca vou me recuperar", disse a ele Cancellier, também em referência à investigação da qual era alvo e se dizia inocente.

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247