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Ministério dos Direitos Humanos segue determinação de Lula e cancela evento sobre a ditadura militar

Determinação visa acalmar as tensões entre o governo e os militares

Silvio Almeida (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil)

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247 - O  Ministério dos Direitos Humanos, comandado por Silvio Almeida, seguiu a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que o governo evite eventos oficiais em alusão aos 60 anos do golpe militar e cancelou uma solenidade marcada para o dia 1º de abril. De acordo com a Folha de S. Paulo, a cerimônia tinha como objetivo destacar a luta de militantes e perseguidos pelo regime militar.

Segundo informações de pessoas próximas a Almeida, o evento planejado pela pasta estava agendado para ocorrer no Museu da República, em Brasília, e incluía um discurso do ministro. Apesar do cancelamento, fontes ligadas ao ministério afirmam que atividades paralelas à data do golpe, como reuniões ordinárias da Comissão de Anistia para o julgamento de processos, serão mantidas.

A decisão de Lula de proibir atos relacionados ao golpe, é vista como uma tentativa de apaziguar as relações com os militares, com os quais o governo tem enfrentado atritos desde antes da posse. “Ainda de acordo com aliados do presidente, prevaleceu o argumento conciliador de que os militares estão melindrados com avanço das investigações sobre os ataques às sedes dos três Poderes em 8 de janeiro de 2023”, destaca a reportagem.

Nesta linha, interlocutores do Planalto “também destacam que Lula desencorajou manifestações das Forças Armadas celebrando o golpe, como ocorreu durante o governo de Jair Bolsonaro, conhecido por sua nostalgia em relação à ditadura”.

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