Ministério Público vai investigar ação de policiais armados contra reunião de movimentos sociais

A presença de três policiais fortemente armados numa reunião de movimentos sociais em Manaus (AM) que discutia entre outros assuntos a organização de manifestações de protesto contra a presença do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25) na capital amazonense será investigada pelo Ministério Público Federal (MPF)

(Foto: Redes sociais)

247 - A presença de três policiais fortemente armados numa reunião de movimentos sociais em Manaus (AM) que discutia entre outros assuntos a organização de manifestações de protesto contra a presença do presidente Jair Bolsonaro nesta quinta-feira (25) na capital amazonense será investigada pelo Ministério Público Federal (MPF).   

O episódio ocorreu na tarde de terça-feira (23). Os integrangtes da Polícia Rodoviária Federal exibindo armas longas estiveram na sede do Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas) e fizeram perguntas sobre as lideranças da manifestação e as organizações envolvidas na iniciativa.  

Reportagem do UOL destaca que desde a noite de terça, o veículo procurou o Ministério da Justiça e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), mas nenhum dos órgãos federais quis comentar o caso.   

“O MPF instaurou investigação para apurar esse caso. A Defensoria Pública do Amazonas também está auxiliando”, afirma o historiador Yann Evanovick, 29, um dos que foram interpelados pelos policiais. Filiado ao PCdoB, ele é coordenador da Frente Brasil Popular, que reúne entidades de esquerda como CUT, UNE e MST.   

“Não toleraremos atos de intimidação política e ações que transgridam o nosso Estado democrático de direito, conquistado a duras penas com a luta e até com a vida de tantos brasileiros e brasileiras, que tombaram por exigir dignidade há mais de 30 anos”, afirma nota da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE).

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