Ministro das Cidades privilegia prefeitos tucanos

Com o tucano Bruno Araújo (PE) no comando do Ministério das Cidades, as prefeituras comandadas pelo PSDB são as que mais têm recebido recursos da pasta por meio de convênios para obras; até o fim deste ano, a previsão é que prefeitos do partido terão assinado parcerias com o ministério que passarão de R$ 158 milhões; cifra supera a fatia destinada ao PMDB, partido de Michel Temer e que governa o maior número de prefeituras no país, segundo estimativa de repasses de recursos

Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE)
Ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB-PE) (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - Na gestão do tucano Bruno Araújo (PE) no Ministério das Cidades, prefeituras do PSDB são as que mais têm recebido recursos da pasta por meio de convênios para obras. Até o fim deste ano, a previsão é que prefeitos do partido terão assinado parcerias com o ministério que passarão de R$ 158 milhões. A cifra supera a fatia destinada ao PMDB, partido de Michel Temer e que governa o maior número de prefeituras no país, segundo estimativa de repasses de recursos.

A condição privilegiada do PSDB no acesso a recursos federais é uma das razões pelas quais alguns integrantes do partido defendem prolongar ao máximo a permanência da sigla no governo Temer. O tema esteve no centro dos debates internos no auge do impasse tucano sobre ficar na base aliada ou abandonar os ministérios.

O assunto é tratado com naturalidade entre tucanos. Em uma das reuniões da direção do PSDB de São Paulo, o deputado estadual Barros Munhoz citou os repasses como argumento para a manutenção do partido como aliado do governo.

— É no mínimo inoportuna essa decisão de deixar o governo. Nós precisamos desse suporte do governo federal que ficamos 12 anos sem ter. Nossos prefeitos, há tempo, não recebiam tantos recursos — disse Munhoz.

Representante da ala favorável ao desembarque do partido na administração federal, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, rebateu:

— Me deixa preocupado apoiar um governo para tentar salvar recursos.

As informações são de reportagem de Silvia Amorim e Juliana Arreguy em O Globo.

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