Ministro de Temer quer encolher o SUS para beneficiar planos privados

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quarta (6) a criação de uma espécie de plano de saúde popular, com custos menores, numa tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); a ideia foi apresentada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado; segundo a proposta, os planos terão menos serviços do que o definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quarta (6) a criação de uma espécie de plano de saúde popular, com custos menores, numa tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); a ideia foi apresentada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado; segundo a proposta, os planos terão menos serviços do que o definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quarta (6) a criação de uma espécie de plano de saúde popular, com custos menores, numa tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS); a ideia foi apresentada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado; segundo a proposta, os planos terão menos serviços do que o definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória (Foto: Valter Lima)

247 - O ministro da Saúde, Ricardo Barros, defendeu nesta quarta-feira (6) a criação de uma espécie de plano de saúde popular, com custos menores, numa tentativa de aliviar os gastos do governo com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A ideia foi apresentada durante audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado.

Segundo a proposta, os planos terão menos serviços do que o definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como cobertura mínima obrigatória.

“O que estamos propondo como reflexão é que possamos ter planos com acesso mais fácil à população e, evidentemente, com cobertura proporcional a esse acesso. Precisamos ter outras faixas de planos de saúde para que a gente possa permitir que mais pessoas possam contribuir para o financiamento da saúde no Brasil”, defendeu.

O editor do Tijolaço, Fernando Brito, criticou a ideia: "Quer dizer, um plano de saúde “baratinho”, devidamente subvencionado pelo Tesouro (despesa dedutível do Imposto de Renda) para fazer aquilo que for “baratinho”. Com aquela qualidade que você vê lá em cima ou que já sentiu na pele. Se o “desinfeliz” tiver algo de mais sério, que exija exames, equipamentos ou intervenções mais caras, vai para o SUS. Ou para o que restar dele".

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