Ministro: é "idiotice" achar que empresas misturam papelão com carne

Ministro da Agricultura, Blairo Maggi, destacou que a narrativa da Polícia Federal na Operação Carne Fraca foi fruto de uma má interpretação; ele disse considerar uma "idiotice" acreditar que as empresas brasileiras, que estão entre as maiores exportadoras mundiais de carnes e que investiram milhões para conquistar o mercado internacional, tenham misturado papelão aos seus produtos; "Isso de misturar papelão na carne é uma insanidade, uma idiotice. As empresas investiram milhões de dólares, demoram mais de 10 anos para consolidar mercado. E vão misturar papelão na carne? Pelo amor de Deus", disse

Ministro da Agricultura Blairo Maggi e Operação Carne Fraca da Polícia Federal .2
Ministro da Agricultura Blairo Maggi e Operação Carne Fraca da Polícia Federal .2 (Foto: Paulo Emílio)

247 - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a narrativa da Polícia Federal na Operação Carne Fraca foi fruto de uma má interpretação. Ele disse considerar uma "idiotice" acreditar que as empresas brasileiras, que estão entre as maiores exportadoras mundiais de carnes e que investiram milhões para conquistar o mercado internacional, tenham misturado papelão aos seus produtos.

"Isso de misturar papelão na carne é uma insanidade, uma idiotice. As empresas investiram milhões de dólares, demoram mais de 10 anos para consolidar mercado. E vão misturar papelão na carne? Pelo amor de Deus. A narrativa nos leva a criar fantasia. A partir de uma fala, as redes sociais, a mídia, cada um fala uma coisa", disparou.

Segundo ele, a utilização de ácido ascórbico e de cabeça de porco são permitidas pela legislação desde que se respeitem as quantidades estipuladas. O ministro destacou que os agentes federais não pediram informações técnicas ao Ministério da Agricultura porque funcionários da pasta estavam sob investigação. Ele disse, ainda, que a partir de agora espera que as investigações da Operação Carne Fraca tomem "outro rumo", já que dados técnicos deverão ser incorporados ao inquérito.

Apesar isso, ele disse estar preocupado com a repercussão das investigações. "Tenho preocupação. O Brasil é um grande exportador de alimentos. Uma atuação forte de países impedindo o recebimento dessas mercadorias significa uma crise muito grande, significa uma parada dos processos e a gente teria grandes dificuldades para colocar novamente isso nos trilhos", destacou.

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