Ministro rechaça uso de termo "comemoração" sobre golpe de 64

"O termo aí, comemoração na esfera do militar, não é muito o caso. Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito", disse o general Fernando Azevedo e Silva, ministro da Defesa, contrariando o termo usado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL)

Ministro rechaça uso de termo "comemoração" sobre golpe de 64
Ministro rechaça uso de termo "comemoração" sobre golpe de 64 (Foto: Agência Brasil)
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247 - Contrariando o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, rechaçou o uso do termo "comemoração" para os eventos que serão promovidos pelo governo no dia 31 de março, data do golpe que deu início à ditadura militar no Brasil, em 1964.

"O termo aí, comemoração na esfera do militar, não é muito o caso. Vamos relembrar e marcar uma data histórica que o Brasil passou, com participação decisiva das Forças Armadas, como sempre foi feito. O governo passado [do PT] pediu que não houvesse ordem do dia, este [governo], ao contrário, acha que os mais jovens precisam saber o que aconteceu naquela data, naquela época", explicou.

Ele explica que os eventos serão intramuros, com palestras e formaturas militares, como feito em "todas as datas históricas do país".

Em 2018, enquanto ainda era pré-candidato, Bolsonaro publicou um vídeo soltando rojões em frente ao Ministério da Defesa, com uma faixa onde se lia "O 7 de Setembro nos deu a independência e o 31 de Março, a liberdade".

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