Ministros de 5 governos diferentes condenam política externa de Bolsonaro e Ernesto Araújo

"Irracional", "uma vergonha", "um desastre", "subserviente", "lunática" e "gera desprestígio" - foram algumas das expressões usadas por ministros de governos anteriores sobre a atual política externa brasileira sob a condução da dupla Bolsonaro/Ernesto Araújo. Um dos pontos mais criticados é o alinhamento com os EUA

Ernesto Araújo e Jair Bolsonaro
Ernesto Araújo e Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - Reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello na Folha de S.Paulo assinala que três ex-chanceleres, um ex-ministro da Fazenda e um ex-secretário de assuntos estratégicos, representando cinco governos brasileiros diferentes, afirmaram nesta terça-feira (27) que a atual política externa do Brasil "é irracional, uma vergonha, um desastre, subserviente, lunática e gera desprestígio".

As declarações foram feitas durante debate  promovido pela Brazil Conference da Universidade Harvard, que contou com as participações dos ex-chanceleres Celso Amorim, Celso Lafer, Aloysio Nunes Ferreira, o ex-ministro da Fazenda e ex-embaixador em Washington Rubens Ricupero e o ex-secretário especial de assuntos estratégicos Hussein Kalout. Apesar das concepções distintas que defendem, eles mostraram consenso ao condenar a política externa do governo de extremap-direita e pró-americano de Jair Bolsonaro.

Os debatedores até brincaram que formariam um “Foro Ricupero” ou “Grupo Ricupero” para discutir saídas para reconstruir a política externa nacional, unindo representantes de vários governos.

Segundo Celso Lafer, ministro das Relações Exteriores do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a diplomacia liderada por Ernesto Araújo se dedica ao “combate a inimigos imaginários fruto de visão do mundo que tem pouca ligação com a realidade”. Para Lafer, isto resulta no isolamento do Brasil no mundo. 

Para Celso Amorim, chanceler nos governos de Itamar Franco e Luiz Inácio Lula da Silva e ministro da Defesa na gestão de Dilma Rousseff, os governos representados no debate tiveram divergências, mas todos partiam de um discurso racional.

Amorim, que durante o governo Lula instaurou a diplomacia ativa e altiva, acha que "hoje existe uma total ausência de razão no Itamaraty”. O ex-chanceler disse que em meio século como diplomata e ministro nunca viu nada igual. Para ele, está ocorrendo um um ataque à razão, é um desastre. O dano sendo feito à reputação do Brasil não poderia ser pior.”

Leia a íntegra da reportagem de Patrícia Campos Mello

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