Mistura indesejada no Carnaval paulista

Não há outra solução contra essa selvageria senão banir do carnaval de São Paulo agremiações ligadas a torcidas de futebol

A selvageria proporcionada por integrantes da Escola (?) Gaviões da Fiel durante a apuração mostra mais uma vez que essa mistura não foi saudável para o carnaval de São Paulo, que vem buscando espaço no contexto nacional.

Por definição, Escola de Samba é um tipo de agremiação de cunho popular, que se caracteriza pelo canto e dança do samba. Então, nota-se que essas agremiações não são Escolas de Samba. São apenas torcidas organizadas de futebol que se infiltraram no meio do carnaval. Não tem qualquer relação com as comunidades que ocupam, são formadas pelos mesmos bandos que costumam brigar em estádios. Em seus ensaios imperam os gritos de guerra dos estádios e não o verdadeiro samba.

Quem for assistir ao desfile no Rio de Janeiro, por exemplo, onde não houve essa contaminação das torcidas organizadas do futebol no carnaval, verá que não há espaço para essas confusões. É comum ver um torcedor da Mangueira cantar e aplaudir o desfile da Portela ou Salgueiro, e vice-versa. A pessoa paga ingresso para curtir todos os desfiles daquela noite, não vai com fanatismo nem querendo brigar. Porém, fica difícil imaginar um fanático corintiano aplaudir o desfile da escola de samba da torcida organizada do Palmeiras. Pela cultura futebolística, isso é impossível.

Não há outra solução contra essa selvageria senão banir do carnaval essas agremiações ligadas a torcidas de futebol. Como diz o ditado popular: cada macaco no seu galho.

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