Mônica Moura diz que recebia 'malas de dinheiro' das mãos de Maduro

Esposa e sócia do marqueteiro João Santana, a publicitária Mônica Moura revelou em delação premiada detalhes da entrega de caixa 2 da campanha de 2012 do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez; o responsável por pagar 'malas de dinheiro', segundo a delatora, era o então chanceler do país vizinho, Nicolás Maduro, sucessor de Chávez; "Sabe o que ele fazia? Ele mandava me buscar com o carro dele, carro blindado, carro preto daquelas caminhonetes de roqueiro americano, de funkeiro americano, sei lá, rapper americano, com mais dois carros, um na frente outro atrás, me levava para a chancelaria, entrava pela garagem", disse Mônica; segundo ela, foram "mais de 10 milhões de dólares em quase nove meses de trabalho"

Esposa e sócia do marqueteiro João Santana, a publicitária Mônica Moura revelou em delação premiada detalhes da entrega de caixa 2 da campanha de 2012 do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez; o responsável por pagar 'malas de dinheiro', segundo a delatora, era o então chanceler do país vizinho, Nicolás Maduro, sucessor de Chávez; "Sabe o que ele fazia? Ele mandava me buscar com o carro dele, carro blindado, carro preto daquelas caminhonetes de roqueiro americano, de funkeiro americano, sei lá, rapper americano, com mais dois carros, um na frente outro atrás, me levava para a chancelaria, entrava pela garagem", disse Mônica; segundo ela, foram "mais de 10 milhões de dólares em quase nove meses de trabalho"
Esposa e sócia do marqueteiro João Santana, a publicitária Mônica Moura revelou em delação premiada detalhes da entrega de caixa 2 da campanha de 2012 do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez; o responsável por pagar 'malas de dinheiro', segundo a delatora, era o então chanceler do país vizinho, Nicolás Maduro, sucessor de Chávez; "Sabe o que ele fazia? Ele mandava me buscar com o carro dele, carro blindado, carro preto daquelas caminhonetes de roqueiro americano, de funkeiro americano, sei lá, rapper americano, com mais dois carros, um na frente outro atrás, me levava para a chancelaria, entrava pela garagem", disse Mônica; segundo ela, foram "mais de 10 milhões de dólares em quase nove meses de trabalho" (Foto: Romulo Faro)
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247 - Esposa e sócia do marqueteiro João Santana, a publicitária Mônica Moura revelou em delação premiada detalhes da entrega de caixa 2 da campanha de 2012 do então presidente da Venezuela, Hugo Chávez (morto em 2013). O responsável por pagar 'malas de dinheiro', segundo a delatora, era o então chanceler do país vizinho, Nicolás Maduro, sucessor de Chávez.

Mônica disse que cobrou US$ 35 milhões pela campanha. "Nunca recebemos tudo, mas foi cobrado US$ 35 milhões. O Maduro me pagou quase semanalmente dinheiro, ele me entregava dinheiro na própria chancelaria, lá no prédio da chancelaria, às vezes no Palácio de Miraflores. Às vezes ele me chamava na chancelaria, eu ficava lá horas esperando. O próprio Maduro, entregues da mão dele, malas de dinheiro, várias."

O Ministério Público Federal questionou se ela não tinha medo. "Tinha muito. Sabe o que ele fazia? Ele mandava me buscar com o carro dele, carro blindado, carro preto daquelas caminhonetes de roqueiro americano, de funkeiro americano, sei lá, rapper americano, com mais dois carros, um na frente outro atrás, me levava para a chancelaria, entrava pela garagem", afirmou.

Mônica narrou o passo a passo. "Os seguranças subiam comigo para a sala dele, eu ficava lá esperando, tomando muito chá de cadeira do Maduro. Eles não têm o menor compromisso com horário. Depois, ele me chamava na sala dele, conversava um pouquinho conversa fiada de política e depois me entregava o dinheiro. Ele próprio, não mandava ninguém me entregar. Ele entregava. Depois eu descia com o segurança dele, os seguranças, para a mesma garagem. O carro estava me esperando, ele levava até o hotel de volta."

Mônica disse que no local distribuía os valores. "Era muito dinheiro", relatou. "As entregas variavam entre US$ 500 mil de cada vez, às vezes 300. Cheguei a receber US$ 800 mil de uma vez só."

A delatora relatou que cobrou US$ 35 milhões pela campanha de Chávez, mas não recebeu o montante total. Segundo ela, a Odebrecht arcou com cerca de U$$ 7 milhões, a Andrade Gutierrez pagou U$$ 2 milhões, por meio de depósito na Suíça, na conta da Shellbill. Restou uma dívida de U$$ 15 milhões 'nunca saldada'.

"A gente tomou um cano histórico. Eu recebi mais de US$ 10 milhões em dinheiro durante 8 meses de trabalho, quase nove meses de trabalho."

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