Montezano demite superintendente jurídica e abre crise no BNDES

Demissão da superintendente da Área Jurídica Operacional, Luciana Tito, por não ceder às pressões do presidente do BNDES, Gustavo Montezano, abriu uma crise com o corpo técnico da instituição. Para a AFBNDES, demissão da executiva “"confirma que a governança do banco está sob sério risco”

Novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano
Novo presidente do BNDES, Gustavo Montezano (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)
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247 - A insistência do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, para vender a carteira de ações da instituição levou à demissão da superintendente da Área Jurídica Operacional, Luciana Tito, e abriu uma crise com o corpo técnico do banco de fomento. A demissão de Luciana teria sido motivada por não concordar com a venda da carteira de ações do BNDES, considerada uma das prioridades de Montezano. Para a Associação dos Funcionários do BNDES (AFBNDES), demissão da executiva “"confirma que a governança do banco está sob sério risco”. 

De acordo com reportagem do jornal O Globo, funcionários teriam destacado que Luciana teria resistido às pressões cedido às pressões da direção para inserir os papéis detidos pela União em uma oferta subsequente de ações do Banco do Brasil.

As ações do Banco do Brasil devem ser vendidas ainda nesta segunda-feira (7) e envolvem papéis  em poder da Tesouraria do próprio banco, além da participação na carteira do Fundo de Investimentos do FGTS. Luciana, porém, teria observado que as regras do BNDES não possibilitariam a inclusão das ações da União da União na oferta, o que teria irritado a direção. 

"Se uma superintendente do Banco é afastada por não se dobrar a pressões que comprometeriam a governança da instituição, observamos, paralelamente, a manutenção de uma situação que parecia impossível no BNDES", disse a AFBNDES em nota. 

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