Moradores protestam em 6º dia de apagão no Amapá, que começa rodízio de energia

Desde terça-feira (3), 13 municípios estão às escuras. Dezenas de protestos acontecem em diversas cidades, onde moradores queimaram pneus e gritaram palavras de ordem contra a ausência do Estado. Bolsonaro diz que 76% da energia foi restabelecida e é contestado nas redes

Protestos de moradores no Amapá, que vive apagão
Protestos de moradores no Amapá, que vive apagão (Foto: Arquivo pessoal)
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247 - O Amapá já vira um clima de guerra após seis dias de apagão no fornecimento de energia elétrica. Desde terça-feira (3), 13 municípios estão às escuras após um incêndio em uma subestação na capital, Macapá, de propriedade da empresa espanhola Isolux Corsan.

Neste domingo (8), a Justiça determinou um prazo de três dias para o retorno do fornecimento de energia sob pena de multa de R$ 15 milhões. Algumas cidades iniciaram um rodízio de fornecimento de energia com duração de pelo menos seis horas em cada região. No entanto, na cidade de Santana, em menos de 60 minutos, o fornecimento caiu.

Dezenas de protestos acontecem em diversos municípios, onde moradores queimaram pneus e gritaram palavras de ordem contra a ausência de ação pública.

Nas redes sociais, Bolsonaro disse neste domingo que 76% da energia foi restabelecida, mas foi contestado por diversos internautas.

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), quer que a empresa responsável pelo apagão perca a concessão e a Eletrobras assuma o comando caso seja comprovada negligência no episódio.

Em entrevista para o Brasil 247, o engenheiro Ikaro Chaves, funcionário da Eletronorte, explicou: “É muito provável que tenha havido negligência por parte da empresa. Esses equipamentos não deveriam ter falhado. E se eles tivessem falhado, deveriam ter redundância. E mesmo se a redundância tivesse falhado também, seria necessário ter equipamento sobressalente para que elas voltassem rapidamente ao funcionamento, o que não aconteceu”.

Confira repercussões no Twitter e leia mais sobre o rodízio na reportagem da Sputnik:

 

 

 


Amapá inicia rodízio de fornecimento de energia com duração de seis horas

Sputnik - A CEA (Companhia de Eletricidade do Amapá) divulgou neste domingo (8) cronograma com o rodízio de fornecimento de energia nas cidades do estado atingidas por um apagão. 

Desde terça-feira (3), 13 municípios amapaenses estão às escuras. O esquema será implementado até o restabelecimento do fornecimento de energia no estado, o que só deve ocorrer no fim de semana que vem, segundo o Ministério de Minas e Energia. 

O apagão começou após incêndio danificar um transformador na Isolux, em Macapá, a principal subestação do estado. O aparato já foi consertado, mas a CEA argumenta que a capacidade do sistema ainda não foi totalmente recuperada. 

De acordo com o sistema de rodízio, cada região terá energia por pelo menos seis horas. Bairros e localidades próximas de hospitais e serviços essenciais da capital Macapá e da cidade de Santana terão fornecimento mantido 24 horas. O fornecimento para o estado está em cerca de 65% do total no momento. 

Noite de protestos

Os horários de referência do rodízio serão de 0h às 6h, 6h às 12h, 12h às 18h e 18h às 0h. O apagão na região gerou filas em postos de gasolina e para comprar água.

Durante a noite de sábado (7) e a madrugada deste domingo (8) houve protestos em Macapá e Santana contra a falta de energia. Os manifestantes queimaram pneus e gritaram palavras de ordem contra o apagão e a ausência de cronograma para o retorno do sistema. 

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