Moro anuncia cooperação com área de inteligência dos Estados Unidos

Distante do Brasil após a crise que provocou no governo Jair Bolsonaro com os escândalos da Lava Jato, o ministro Sérgio Moro (Justiça), que está nos EUA, informou que manterá um “agente de ligação” no Centro de Inteligência de El Paso, na região fronteiriça do Texas com o México, para “compartilhamento de informações estratégicas”; “Visita ao EPIC – El Paso Intelligence Center por agentes da PF, PRF, SEOPI e SENASP para conhecer as instalações e procedimentos. Manteremos um agente de ligação lá para obtenção e compartilhamento de informações estratégicas. O crime hoje é transnacional”, disse

(Foto: Reprodução (Twitter))

247 - Distante do Brasil após a crise que provocou no governo Jair Bolsonaro com os escândalos da Operação Lava Jato, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, informou nesta segunda-feira (24) pelo Twitter que manterá um “agente de ligação” no Centro de Inteligência de El Paso, na região fronteiriça do Texas com o México, para “compartilhamento de informações estratégicas”.

“Visita ao EPIC – El Paso Intelligence Center por agentes da PF, PRF, SEOPI e SENASP para conhecer as instalações e procedimentos. Manteremos um agente de ligação lá para obtenção e compartilhamento de informações estratégicas. O crime hoje é transnacional”, disse o ex-juiz federal.

De acordo com o ministro, as técnicas aprendidas nos EUA serão replicadas no Brasil. “Queremos replicar no Brasil esses centros nos quais todas as agências de aplicação da lei têm representantes e compartilham informações. Aqui, para guarnecer nossas fronteiras. O projeto piloto será em Foz do Iguaçu, início já programado para o segundo semestre”.

Moro está no centro da crise política do governo Bolsonaro após o site Intercept Brasil divulgar desde o último dia 9 reportagens apontando que Moro interferiu no trabalho de procuradores da Lava Jato para manter o controle das investigação tendo um de seus objetivos tirar o ex-presidente Luzi Inácio Lula da Silva da eleição de 2018.

A condenação de Lula tem como pano de fundo o pré-sal, cobiçado pelos Estados Unidos, que desejam um governo com uam agenda enteguista para os americanos explorarem o petróleo brasileiro. 

De acordo com uma matéria do Intercetp, publicada no dia 12 deste mês, o procurador Deltan Dallagnol revela, em um diálogo com o então juiz Sérgio Moro, que certos detalhes da operação podem "depender de articulação com os americanos". "Que já está sendo feita", assegurou o coordenador da Lava Jato no MPF. 

A conversa era uma resposta à pergunta de Moro: "não é muito tempo sem operação?", que já havia sido divulgada no último domingo, porém fora de contexto.

Confira um trecho do diálogo:

"Moro – 18:44:08 – Não é muito tempo sem operação?
Deltan – 20:05:32 – É sim. O problema é que as operações estão com as mesmas pessoas que estão com a denúncia do Lula. Decidimos postergar tudo até sair essa denúncia, menos a op do taccla pelo risco de evasão, mas ela depende de Articulacao com os americanos
Deltan – 20:05:45 – (Que está sendo feita)
Deltan – 20:05:59 – Estamos programados para denunciar dia 14
Moro – 20:53:39 – Ok"

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