Moro apela a Deus para tentar forçar Maia a votar seu projeto

Depois de ser repreendido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o chamou de 'funcionário de Jair Bolsonaro', o ex-juiz Sergio Moro soltou uma nota pública e apelou até a Deus para tentar forçar deputados a votar seu pacote "anticrime" e "anticorrupção", que enfrenta resistências no Congresso; "Que Deus abençoe essa grande nação", diz Moro ao fazer um apelo pela rápida tramitação e aprovação do seu projeto

Moro apela a Deus para tentar forçar Maia a votar seu projeto
Moro apela a Deus para tentar forçar Maia a votar seu projeto (Foto: Fotos: ABr)

247 - Depois de ser repreendido pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que o chamou de 'funcionário de Jair Bolsonaro', o ex-juiz Sergio Moro soltou uma nota pública e apelou até a Deus para tentar forçar deputados a votar seu pacote "anticrime" e "anticorrupção", que enfrenta resistências no Congresso. "Que Deus abençoe essa grande nação", diz Moro ao fazer um apelo pela rápida tramitação e aprovação do seu projeto.  

Moro rebateu as críticas de Maia e defendeu que o chamado pacote anticrime e anticorrupção enviado por ele ao Congresso é "amplo e inovador". Maia havia dito que o projeto era um "copia e cola" da proposta elaborada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e que Moro precisava entender que era "um funcionário" do governo Jair Bolsonaro.

Reportagem dos jornalistas Isadora Peron e André Guilherme Vieira, no jornal Valor Econômico destaca uma nota do ministro da Justiça e Segurança Pública: "Sobre as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, esclareço que apresentei, em nome do governo do presidente Jair Bolsonaro, um projeto de lei inovador e amplo contra crime organizado, contra crimes violentos e corrupção, flagelos contra o povo brasileiro", disse Moro.

O motivo da briga entre Moro e Maia é o rito adotado pelo presidente da Câmara para a tramitação da proposta. "Na semana passada, o presidente da Câmara criou um grupo de trabalho para discutir o texto junto com outras propostas, entre elas a elaborada por Moraes, o que na prática adiou a discussão da proposta por cerca de 90 dias", informa a reportagem.

"A única expectativa que tenho, atendendo aos anseios da sociedade contra o crime, é que o projeto tramite regularmente e seja debatido e aprimorado pelo Congresso Nacional com a urgência que o caso requer", afirmou o ministro. Moro praticamente responsabiliza Rodrigo Maia de náo querer combater o crime. Segundo Moro, "talvez alguns entendam que o combate ao crime pode ser adiado indefinidamente, mas o povo brasileiro não aguenta mais".

Ao rebater as declarações de Moro, o presidente da Câmara disse que havia feito um acordo com Bolsonaro para dar prioridade para a proposta de alteração das regras da Previdência. "Eu sou presidente da Câmara. Ele é ministro, funcionário do presidente Bolsonaro. O presidente Bolsonaro é quem tem que dialogar comigo. Ele está confundindo as bolas. Ele não é presidente da República, não foi eleito para isso. Está ficando uma situação ruim para ele, porque está passando daquilo que é a responsabilidade dele", disse Maia.

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