Moro diz ter 'a impressão' de que existem mandantes no caso Marielle

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse ter a "impressão" de que "existem mandantes" que teriam ordenado a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrida há exatamente um ano em uma rua do Rio de Janeiro; nesta quarta-feira (13), dois ex-policiais foram presos como suspeitos de participarem do crime; "A investigação não pode ser encerrada antes disso ser confirmado, identificados os mandantes, ou completamente descartada. A impressão que se tem é que existem mandantes", disse Moro 

Moro diz ter 'a impressão' de que existem mandantes no caso Marielle
Moro diz ter 'a impressão' de que existem mandantes no caso Marielle (Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil | Mídia NINJA)

247 - O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, disse ter a "impressão" de que "existem mandantes" que teriam ordenado a execução da vereadora Marielle Franco (PSOL), ocorrida há exatamente um ano em uma rua do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira (13), dois ex-policiais foram presos como suspeitos de participarem do crime. "Acredito que essa é uma hipótese probatória bastante provável, e que a investigação não pode ser encerrada antes disso ser confirmado, identificados os mandantes, ou completamente descartada. A impressão que se tem é que existem mandantes", disse Moro em entrevista ao jornal Valor Econômico.

Ao ser questionado sobre a aproximação da família do presidente Jair Bolsonaro com as milícias – suspeitas de terem assassinado Marielle e o motorista Anderson Gomes -, Moro disse que "não existe nenhuma relação entre o presidente e familiares com essas pessoas que cometeram esse crime. Isso sequer é cogitado, não tem nenhuma hipótese nesse sentido. Pelo contrário, o que existe é uma aspiração, tanto do governo federal, como do governo estadual [do Rio de Janeiro], para que os fatos sejam esclarecidos", afirmou.

O ministro também disse que o ataque a faca sofrido por Bolsonaro durante um ato de campanha no ano passado tem que ser "completamente elucidado". "Existe um inquérito agora nas mãos da Polícia Federal e, enquanto a investigação não está concluída, é preciso trabalhar com as duas hipóteses, que ele [Adélio Bispo de Oliveira, autor da facada] agiu sozinho, ou que ele agiu a mando ou incentivado por outras pessoas. Essas duas hipóteses têm de permanecer dentro da perspectiva dos investigadores", ressaltou.

Sobre os primeiros meses da gestão de Jair Bolsonaro, o ministro negou a existência de crises internas. "No mundo real, não vejo crise nenhuma. Foi montado um governo que optou por evitar uma pratica deletéria do passado, de nominar pessoas por critérios exclusivamente político-partidários, algumas com méritos, mas algumas que não tinham a competência necessária" disse. "Por outro lado, o governo tem pouco mais de dois meses e já foi apresentada proposta consistente para a nova Previdência. Foi apresentada, falando aqui da minha pasta, proposta importante anticrime", emendou.

Segundo ele, o governo ainda está no "começo" e é preciso construir uma série de situações, "inclusive a relação com o próprio Congresso Nacional".

Leia a íntegra da entrevista.

 

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