Moro fala em “supostas mensagens”, mas se justifica sobre diálogo com Dallagnol: foi para ‘proteger Lula’

Em seu recurso ao STF, o ex-juiz da Lava Jato admitiu ser o personagem em um dos diálogos que ele nunca havia reconhecido como verdadeiros

(Foto: Felipe L. Gonçalves/Brasil247 | ABr)
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247 - No recurso que apresentou ao ministro Edson Fachin, do STF, contestando a liberação das conversas da Lava Jato à defesa do ex-presidente Lula, o ex-juiz finalmente reconheceu ter participado de um dos diálogos que vieram à tona.

Moro, que sempre tratou as mensagens do Telegram vazadas pelo site The Intercept como “supostas mensagens”, termo usado também no recurso apresentado nesta quarta-feira (3), em certo momento se contradisse e tentou justificar uma de suas mensagens.

Segundo Moro, o diálogo em que ele consulta o procurador Deltan Dallagnol sobre se os procuradores já tinham uma “denúncia sólida o suficiente” contra Lula tinha o intuito de “proteger” o ex-presidente de eventuais “acusações levianas” do Ministério Público Federal. 

Como resposta, Dallagnol explicou em linhas gerais o conteúdo da acusação a ser feita contra o petista e Moro concluiu: “Ok. Grato pela descrição”. A conversa aconteceu em 23 de fevereiro de 2016 e foi revelada nesta semana pela revista Veja.

“Ora, o juiz perguntar ao procurador se ele tem elementos para denunciar é meramente um cuidado retórico para advertir ao Ministério Público de que não deve oferecer acusações levianas, isso para proteger o acusado e não para prejudicá-lo”, alega o documento da defesa de Moro, representada por sua esposa, a advogada Rosângela Moro.

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