Mortes e denúncias de parlamentares mostram que situação continua tensa na Bolívia

A morte de 10 pessoas em meio a protestos que abalam a Bolívia e as acusações de parlamentares fiéis ao presidente Evo Morales confirmam a tensão que prevalece no país sul-americano

Protestos na Bolívia após golpe de Estado contra Evo Morales
Protestos na Bolívia após golpe de Estado contra Evo Morales (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
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Prensa Latina - O golpe de Estado na Bolívia está marcado por atos de violência repressiva contra manifestantes populares. "O IDIF (Instituto de Investigações Forenses) conduziu a avaliação forense de 10 corpos em todo o país. Quatro são de Santa Cruz, três de Cochabamba, dois de La Paz e um de Potosí", confirmou o diretor em um texto divulgado à imprensa, Andrés Flores. 

Segundo o especialista, do total de casos, oito perderam a vida devido a um projétil de arma de fogo.  A informação veio à tona por coincidência com o segundo dia consecutivo de protestos no centro de La Paz, de milhares de pessoas da cidade vizinha de El Alto e com a apresentação do gabinete da autoproclamada presidente, Jeanine Añez, cujo objetivo proclamado é alcançar a pacificação nacional e organizar novas eleições.  

No entanto, pelo segundo dia consecutivo, as manifestações populares têm sido violentamente reprimidas.  As avenidas de La Paz são cada vez mais frequentadas por caravanas de veículos da polícia, reforçadas por meios motorizados das Forças Armadas com militares armados com armas longas, tentando impor uma imagem de ordem e respeito à sua autoridade.   

A parlamentar Adriana Salvaterra e outros parlmentares da bancada do Movimento ao Socialismo (MAS), partido liderado por Evo Morales, foram impedidos de entrar no Palácio Legislativo.   "Aqui o golpe de Estado está consumado, a polícia está aqui para reprimir', disse um dos deputados, sob os disparos de bombas de gás.

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