Mourão avisa: Exército não quer a conta dos erros de Bolsonaro

Durante encerramento da Brazil Conference, nos EUA, neste domingo (7), o vice presidente Hamilton Mourão disse que os militares têm a preocupação de que as trapalhadas do governo de Jair Bolsonaro sejam colocadas na conta das Forças Armadas por conta da grande participação no governo; "Se nosso governo falhar, errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas, daí a nossa extrema preocupação", disse

Mourão avisa: Exército não quer a conta dos erros de Bolsonaro
Mourão avisa: Exército não quer a conta dos erros de Bolsonaro (Foto: Fotos: Reuters)

247 - Apesar de afirmar no sábado (6), que não é um contraponto no governo Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão disse neste domingo (7) que, se estivesse no lugar do presidente, teria escolhido outras pessoas para trabalhar com ele no comando do governo.

A declaração de Mourão foi durante encerramento da Brazil Conference, nos EUA, quando questionado sobre o que faria diferente caso fosse presidente. O vice disse inicialmente que a sua parceria com Bolsonaro era total. "Quando ele toma uma decisão, eu acato", declarou.

Mas quando insistiram na pergunta, Mourão respondeu: "Talvez pela minha personalidade, eu escolhesse outras pessoas para trabalhar comigo".

Ele ainda manifestou a preocupação de que Bolsonaro queime o filme dos militares, por conta da grande participação no governo. "Se nosso governo falhar, errar demais, não entregar o que está prometendo, essa conta irá para as Forças Armadas, daí a nossa extrema preocupação", disse.

Indagado sobre o papel dos militares no governo e sobre a declaração do então presidente Ernesto Geisel (1974-1979) de que governar não era tarefa das Forças, Mourão declarou: "O general Geisel não foi eleito, eu fui".

Entre aplausos da plateia, ouvi-se gritos "ditadura nunca mais" e uma pessoa foi rapidamente retirada do auditório por seguranças.

 

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