Mourão condena agressões a jornalistas

Em meio à tentativa de Jair Bolsonaro de promover um autogolpe de caráter fascista, o general Hamilton Mourão, seu vice-presidente, voltou a contrapor-se à narrativa oficial e condenou as agressões a jornalistas deste domingo

Vice-presidente Hamilton Mourão
17/04/2020
REUTERS/Ueslei Marcelino
Vice-presidente Hamilton Mourão 17/04/2020 REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: REUTERS/Ueslei Marcelino)
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247 - O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, mais uma vez fez questão de marcar diferença em relação a Jair Bolsonaro e classificou de "covardia" as agressões sofridas por jornalistas nas manifestações fascistas deste domingo (3) em Brasília. "Sou contra qualquer tipo de covardia e agredir quem está fazendo seu trabalho não faz parte da minha cultura", disse Mourão ao jornalista Leandro Colon, da Folha de S.Paulo.

Mourão manifestou-se no contexto de uma ampla e enérgica  reação de políticos, dirigentes de entidades e ministros do STF aos ataques de Jair Bolsonaro às instituições democráticas. 

Durante manifestação que pedia o fechamento do Congresso Nacional e do STF, o titular do Executivo afirmou estar "no limite" e em tom ameaçador disse que tem o apoio do povo e das Forças Armadas. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), governadores, lideranças partidárias e o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, lamentaram as agressões sofridas por jornalistas em manifestação em defesa do presidente Jair Bolsonaro neste domingo, em Brasília. A ministra do STF Cármen Lúcia defendeu a liberdade de imprensa. 

Pelas redes sociais, Rodrigo Maia lembrou também a agressão sofrida por enfermeiros ao encontrarem apoiadores de Bolsonaro em protesto no dia 1º de maio. "Cabe às instituições democráticas impor a ordem legal a esse grupo que confunde fazer política com tocar o terror", escreveu o presidente da Câmara.

"Lamento a informação de ter havido agressão a jornalistas em um dia tão significativo para imprensa como hoje. É inaceitável, inexplicável, que ainda tenhamos cidadãos que não entenderam que o papel do profissional de imprensa é o que garante a cada um de nós poder ser livre", disse a ministra do STF Cármen Lúcia.  

O ministro do STF Alexandre de Moares também criticou as agressões contra jornalistas neste domingo na capital federal.

“As agressões contra jornalistas devem ser repudiadas pela covardia do ato e pelo ferimento à Democracia e ao Estado de Direito, não podendo ser toleradas pelas Instituições e pela Sociedade”, escreveu o ministro em uma rede social.

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, criticou as declarações de Bolsonaro em que afirma ter chegado "no limite", ao dizer que não aceitaria mais "interferência" em seu governo. “Os limites que existem são os da Constituição, e valem para todos, inclusive e sobretudo para o presidente", escreveu Santa Cruz. 

Os governadores de São Paulo, João Doria (PSDB), do Rio, Wilson Witzel (PSC), do Ceará, Camilo Santana (PT) e do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB),condenaram as declarações antidemocráticas de Bolsonaro. 

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