Mourão critica STF, mas diz que apoio das Forças Armadas é ao “chefe de Estado”

Mourão criticou as decisões do STF e defendeu que Jair Bolsonaro tem o direito de escolher os próprios auxiliares, mas afirmou que o apoio de Exército, Marinha e Aeronáutica é ao “chefe de Estado”

Hamilton Mourão
Hamilton Mourão (Foto: Alan Santos/PR)
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247 - Endossando o coro do governo contra o Poder Judiciário, o vice-presidente Hamilton Mourão criticou as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira (4) e disse que os Poderes devem se ater aos “limites da responsabilidade de cada um”.

A crítica foi para defender a indicação do diretor-geral da Polícia Federal e a decisão do governo de expulsar os diplomatas venezuelanos, ambas suspensas pelo Supremo.

"Hoje existe uma questão de disputa de poder entre os diferentes Poderes. Existe pressão muito grande em cima do Poder Executivo. Eu, é minha opinião, julgo que cada um tem que navegar dentro dos limites da sua responsabilidade. Os casos mais recentes, da nomeação do diretor-geral da Polícia Federal e a questão dos diplomatas venezuelanos, são decisões que são do presidente da República. É responsabilidade dele (Bolsonaro) e decisão dele escolher seus auxiliares. Assim, como chefe de Estado, é responsável pela política externa do país. Acho que os Poderes têm que buscar se harmonizar mais e entender limites da responsabilidade de cada um (…) Volto a dizer: é responsabilidade do presidente da República escolher seus auxiliares, quer a gente goste ou não", afirmou Mourão, em entrevista à Rádio Gaúcha.

Mourão ressaltou que Bolsonaro tem o direito de escolher os próprios auxiliares, mas afirmou que o apoio de Exército, Marinha e Aeronáutica é ao “chefe de Estado”.

"O presidente (Bolsonaro) tem compromisso com a democracia. O presidente tem um compromisso, que ele jurou defender a Constituição, e ele não vai ultrapassar esses limites", disse o vice. 

Vale lembrar que Mourão defendeu o golpe contra o mandato da presidente Dilma Rousseff. Em uma conferência no dia 17 de setembro de 2015, no Centro de Preparação de Oficiais da Reserva (CPOR) de Porto Alegre, Mourão fez uma palestra, na qual pediu "o despertar de uma luta patriótica" e defendeu que o impeachment de Dilma não alteraria de fato o "status quo".

Agora no poder, Mourão diz que não se deve levar em consideração as palavras de Bolsonaro. "Acho que a gente tem que se balizar muito mais pelas ações do que, muitas vezes, palavras que são ditas em algum momento de maior exaltação", disse ele, se referindo as declrações de Bolsonaro durante ato defendendo o fechamento do Congresso e do STF.

"Quando presidente se refere a apoio das Forças armadas, é apoio institucional à pessoa dele como chefe de Estado e chefe de governo (…) Forças armadas não tutelam o país em hipótese alguma. Forças Armadas se consideram e sempre se considerarão como elementos do Estado brasileiro, e é dessa forma que elas agem", garantiu.

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