Mourão diz que o governo não pode ser 'escravo do mercado'

"Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado. Tem que entender o seguinte: temos aí 40 milhões de brasileiros em uma situação difícil. A gente ainda continua com a pandemia", afirmou Mourão

(Foto: ABr)
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247 - Dois dias depois da Câmara aprovar medida que dá indepedência ao Banco Central, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira (12), que o governo não pode ser "escravo do mercado".

"Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado. Tem que entender o seguinte: temos aí 40 milhões de brasileiros em uma situação difícil. A gente ainda continua com a pandemia", afirmou Mourão ao ser questionado sobre como o mercado financeiro receberia a possibilidade de um novo Orçamento de Guerra.

Sobre uma nova rodada do auxílio emergencial, Mourão disse que é "obrigado a decidir" alguma forma de beneício à população por conta da pandemia da covid-19.

"Em linhas gerais, ou você faz empréstimo extraordinário, aí seria tal do orçamento de guerra, ou corta dentro do nosso orçamento para atender as necessidades. Não tem outra linha de aço fora disso", disse Mourão.

Na quinta-feira, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse que representantes do mercado ficam "irritadinhos" com "qualquer coisa que fala".

Clima tenso

A relação entre Bolsonaro e Mourão voltou a azedar depois que um assessor do vice conversou com o chefe de gabinete de um deputado federal sobre as chances do impeachment. Mourão demitiu o assessor, mas a relação com Bolsonaro deteriorou-se ao limite,

Na segunda (9), Bolsonaro reuniu-se com seus ministros, mas sem a presença do general Mourão, como já ocorrera na semana passada. A estratégia presidencial tem sido evitar as reuniões do Conselho de Governo, que contam com a participação do vice, e organizar outras, das quais ele pode ser excluído.

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