MP confirma que Youssef mentiu em primeira delação

Procurador da República Vladimir Aras confirma que o principal delator da operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, Alberto Youssef, mentiu em acordo anterior de colaboração: "Trabalhei na primeira delação dele e percebe-se que, de fato, ele mentiu”; em parecer, o jurista Gilson Dipp considerou as novas acusações do doleiro "imprestáveis" porque ele quebrou a confiança da Justiça 

Procurador da República Vladimir Aras confirma que o principal delator da operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, Alberto Youssef, mentiu em acordo anterior de colaboração: "Trabalhei na primeira delação dele e percebe-se que, de fato, ele mentiu”; em parecer, o jurista Gilson Dipp considerou as novas acusações do doleiro "imprestáveis" porque ele quebrou a confiança da Justiça 
Procurador da República Vladimir Aras confirma que o principal delator da operação Lava Jato, do juiz Sérgio Moro, Alberto Youssef, mentiu em acordo anterior de colaboração: "Trabalhei na primeira delação dele e percebe-se que, de fato, ele mentiu”; em parecer, o jurista Gilson Dipp considerou as novas acusações do doleiro "imprestáveis" porque ele quebrou a confiança da Justiça  (Foto: Roberta Namour)
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247 – O procurador da República Vladimir Aras confirmou em seminário nesta quinta em São Paulo que Alberto Youssef mentiu na primeira delação premiada que fez.

Segundo a colunista Vera Magalhães, Aras, que atuou na apuração do Banestado, declarou: "Trabalhei na primeira delação dele e percebe-se que, de fato, ele mentiu".

No mesmo evento, o juiz Fausto de Sanctis, que comandou a Operação Satiagraha, também fez ressalvas à delação: "o que o delator fala tem de ser confirmado por outras provas".

Em parecer, o jurista Gilson Dipp considerou as novas acusações do doleiro "imprestáveis" porque ele quebrou a confiança da Justiça.

Segundo ele, o acordo atual não considera que ele descumpriu um pacto anterior, de 2003, e não tem credibilidade, já que ele omitiu o nome de seu principal cliente: o deputado federal José Janene (PP-PR), réu do chamado mensalão, morto em 2010 por problemas cardíacos. Janene teria sido a ponte do doleiro para ‘entrar’ na Petrobras.

‘Provas coletadas a partir do acordo são "imprestáveis"’, diz Dipp. "Uma vez quebrada a confiança, não há mecanismo jurídico ou processual capaz de restabelecê-la", menciona em trecho do parecer (leia mais).

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