MP pressiona Palocci a delatar Lula com pedido de pena maior

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato pediram ao juiz Sergio Moro que aumente a pena aplicada contra o ex-ministro Antonio Palocci, que foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão; pedido pode ser interpretado como pressão para que o investigado cite o ex-presidente Lula em um eventual acordo de delação premiada; em depoimento recente a Moro, Palocci se colocou à disposição para delatar crimes do setor financeiro, mas nenhuma ação foi tomada para que essas informações viessem à tona

Procuradores da força-tarefa da Lava Jato pediram ao juiz Sergio Moro que aumente a pena aplicada contra o ex-ministro Antonio Palocci, que foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão; pedido pode ser interpretado como pressão para que o investigado cite o ex-presidente Lula em um eventual acordo de delação premiada; em depoimento recente a Moro, Palocci se colocou à disposição para delatar crimes do setor financeiro, mas nenhuma ação foi tomada para que essas informações viessem à tona
Procuradores da força-tarefa da Lava Jato pediram ao juiz Sergio Moro que aumente a pena aplicada contra o ex-ministro Antonio Palocci, que foi condenado a 12 anos e dois meses de prisão; pedido pode ser interpretado como pressão para que o investigado cite o ex-presidente Lula em um eventual acordo de delação premiada; em depoimento recente a Moro, Palocci se colocou à disposição para delatar crimes do setor financeiro, mas nenhuma ação foi tomada para que essas informações viessem à tona (Foto: Gisele Federicce)

247 – O Ministério Público Federal pediu ao juiz Sergio Moro que aumente a pena aplicada contra o ex-ministro Antonio Palocci, já condenado a 12 anos e dois meses de prisão. Os procuradores não especificam em quanto tempo a pena deve ser elevada.

O pedido pode ser interpretado como uma pressão por parte dos procuradores para que Palocci cite o ex-presidente Lula em um eventual acordo de delação premiada. Em depoimento recente a Moro, Palocci se colocou à disposição para delatar crimes do setor financeiro.

A petição inclui ainda elevação de pena contra o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, o ex-diretor da Petrobras Renato Duque e o ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas.

O processo de Palocci dá conta de que o ex-ministro teria repassado US$ 10 milhões a João Santana e Mônica Moura, responsáveis pelo marketing de campanhas do PT. Segundo os investigadores, ele teria recebido ao todo R$ 128 milhões em propina da Odebrecht para ajudá-la com contratos com a Petrobras.

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