MP rebate Flávio: 'é presença constante na imprensa, mas jamais compareceu para depor'

Por meio de nota, o MP do Rio de Janeiro rebateu as declrações dadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que acusou o órgão de conduzir ilegalmente as investigações sobre ele e seu ex-assessor Fabrício Queiroz

MP rebate Flávio: 'é presença constante na imprensa, mas jamais compareceu para depor'
MP rebate Flávio: 'é presença constante na imprensa, mas jamais compareceu para depor' (Foto: RICARDO MORAES)

247 - O Ministério Público do Rio de Janeiro divulgou nota rebatendo as declarações do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, que em entrevista ao O Estado de S. Paulo, acusou o órgão de conduzir ilegalmente as investigações sobre ele e seu ex-assessor Fabrício Queiroz. 

A nota do MP diz que Flávio Bolsonaro gosta de falar a imprensa, mas sequer compareceu para depor e esclarecer os fatos e compara a postura do senador com a de seus pares, como o ex-assessor Fabrício Queiroz, também citados em relatórios do Coaf, que também não esclarece os fatos em apuração.

"O referido parlamentar não adota postura similar à de outros parlamentares, prestando esclarecimentos formais sobre os fatos que lhe tocam e, se for o caso, fulminando qualquer suspeita contra si. O Senador é presença constante na imprensa, mas jamais esteve no MPRJ, apesar de convidado", critica o MP.

A nota lembra que Flávio Bolsonaro "tem direcionado seus esforços para invocar o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal ou mesmo tentar interromper as investigações", como na ação aberta no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, sob o argumento de quebra ilegal de sigilo bancário. 

O órgão ainda rebate as afirmações de que as investigações e informações apuradas no processo foram vazadas à imprensa, afirmando que manteve em "absoluto sigilo", a fim de não interferir no processo eleitoral. De acordo com os procuradores, as investigações sigilosas somente ganharam notoriedade após a deflagração da Operação "Furna da Onça", pelo Ministério Público Federal, em novembro de 2018, com a consequente juntada do relatório do Coaf aos autos da respectiva ação penal.

A nota conclui dizendo que as diligências permanecem em sigilo, e que o MPRJ seguirá investigando, "tendo por objetivo esgotar todos os recursos investigativos disponíveis para o esclarecimento dos fatos, independente de quem seja o investigado."

 

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